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Pirataria no Golfo da Guiné requer atenção imediata, diz comandante da Marinha Portuguesa

 

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – O comandante da fragata Álvares Cabral, Gonçalves Simões, defende que os países do Golfo da Guiné têm que dar atenção imediata ao fenómeno da pirataria nesta zona, considerando que está a aumentar “de forma considerável” relativamente há 10 anos.

A fragata Alvares Cabral participou recentemente no exercício anual “Mar Aberto”, em Cabo Verde, e no OBANGAME Express, do comando norte-americano para África (AFRICOM), ao largo da costa do Senegal.

“Se considerarmos que o Golfo da Guiné vai desde o Senegal até Angola e que a pirataria está a aumentar de uma forma considerável quando comparada com há uma década, julgo que é algo que estes países têm que tomar atenção e no imediato”, disse à agência Lusa o comandante Gonçalves Simões.

Para o comandante da Alvares Cabral, se os países deixarem que a pirataria se implante e se torne efectiva nesta zona, “a sua dissuasão e combate terá que ser muito mais robusta e com mais meios no mar”.

“É quando está na sua fase embrionária ou inicial que devemos atacar para que não aumente exponencialmente”, disse, apontando como exemplo o caso da Somália.

“Os países não deram muita atenção e aquilo tomou proporções de tal forma que depois tivemos que ter forças multinacionais a colaborar para que aquele flagelo fosse debelado”, sublinhou.

Para o comandante Gonçalves Simões, os fenómenos da pirataria, tráfico ilícito de droga e pessoas devem ser áreas no pensamento de qualquer governante de um país que tenha águas internacionais porque, considerou, “atrás dessa insegurança vem tudo o que é um prejuízo económico”, nomeadamente associado ao turismo e à pesca.

Gonçalves Simões adiantou que já existem várias estratégias de promoção da vigilância e segurança marítimas estabelecidas para esta zona, faltando agora operacionalizá-las.

“A operacionalização demora sempre mais algum tempo. Estamos a falar de interesses entre Estados, partilha de recursos e muitas vezes a partilha de elementos de informação. É essa partilha de informação que temos de começar desde o início”, disse.

Para o responsável, exercícios como o OBANGAME são “uma boa forma de operacionalizar o que está nas diversas estratégias marítimas implantadas ao longo da costa africana porque visa também a troca de informação entre os diversos centros de operações marítimas de cada um dos países”.

Lusa/Inforpress/fim

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