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Picos/Acção Social: Edilidade tem desenvolvido várias acções junto da camada mais desfavorecida – presidente da câmara (c/áudio)

Achada Igreja, 02 Out (Inforpress) – A Câmara Municipal de São Salvador do Mundo tem desenvolvido várias acções junto da camada mais desfavorecida desse município do interior de Santiago, com recursos endógenos e em parceria com o Governo.

A afirmação é do edil salvadorenho, Ângelo Vaz, em entrevista exclusiva à Inforpress, a propósito das políticas da câmara para a área social, lembrando que o investimento nas pessoas, sobretudo as “mais carenciadas” constituiu uma das matérias mais falada na sua plataforma eleitoral.

Segundo o autarca, a câmara, em parceria com o Governo, através do programa de Inclusão Social, tem tido desempenho “fantástico” no que diz respeito à atribuição da pensão social, cuja escolha dos beneficiários, disse, leva em consideração a questão da idade e deficiência.

A propósito da pensão social, revelou que de 2016 a esta parte centenas de pessoas foram beneficiadas com essa prestação do regime não contributivo no montante de 6.000 escudos, sendo que recebem um valor líquido de 5880 escudos, após desconto de 120 escudos para a contribuição do Fundo Mutualista.

A edilidade, conforme Ângelo Vaz, através do Rendimento de Inclusão Social, actividades geradoras de rendimento (AGR) e entre outras actividades pontuais, tem conseguido a ajudar as pessoas mais carenciadas de São Salvador do Mundo a terem “dias melhores”.

No entanto, informou que a autarquia está a fazer o seguimento e o acompanhamento desses investimentos, para que as pessoas beneficiadas “não deixem o negócio cair”, ou seja, para que se possa criar uma “co-responsabilização”.

“Temos casos de pessoas que foram objecto desses apoios e que não souberam aproveitar e depois amanhã voltam de novo à câmara. Sendo um município pobre e carente não há recursos que chegue para estar sempre a ajudar as mesmas pessoas”, lamentou.

Reabilitação de casas, saúde, educação e entrega de cestas básicas fazem parte também dos serviços de acção social da Câmara Municipal de São Salvador do Mundo.

No que concerne à reabilitação das casas, fez saber que no âmbito do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) já entregaram 33, e que estão mais 33 em curso, prevendo até 2020 reabilitar mais 66 habitações.

O PRRA, contempla a construção de casas de banho, cobertura de casas com telhado e concreto armado, colocação de portas e janelas e ainda pintura.

Na saúde, informou que apoiam pessoas de famílias carenciadas na aquisição de medicamentos, sobretudo os doentes crónicos, nomeadamente diabéticos e hipertensos.

Já na educação, em parceria com Fundação Cabo-verdiana de Acção Social e Escolar (Ficase), assegurou que têm transportado centenas de alunos e que ainda com recursos endógenos têm apoiado alguns jovens que estão nos ensinos superior e profissionalizante, oriundos de famílias carenciadas no pagamento pontual de propinas e no transporte escolar.

Questionado se a Câmara Municipal de São Salvador do Mundo à semelhança de outros municípios tenciona abrir uma Loja Social para ajudar famílias em dificuldade, Ângelo Vaz considerou a iniciativa de “boa política”, mas garantiu que não pretendem levar a cabo esta questão.

Até porque, segundo lembrou, a câmara tem um serviço que apoia com cestas básicas famílias “bem identificadas” para durante uma semana ou um mês estas possam ter “condições mínimas” a nível de refeição.

Tendo em conta os dois anos consecutivos da seca, com impacto na produção agrícola, o autarca revelou que tem havido aumento de pessoas que procuram o serviço de acção social da câmara.

Afirmou, a este propósito, que têm “lidado” com essa situação e que têm acudido as famílias atribuindo-as cestas básicas para que possam ter as “mínimas condições” de sobrevivência.

Para próximos tempos, sem avançar projectos concretos para a área social, manifestou o desejo de eliminar a lista das famílias que procuram os serviços para cestas básicas, mas, no entanto, garantiu que caso não for possível a câmara vai estar sempre disponível para dar uma “mãozinha” a essas famílias.

Se tal acontecer, Ângelo Vaz afirmou que é sinal de que estão a ter sucesso no que tange ao ‘empoderamento’ das famílias, via emprego e AGR, daí, segundo ele, a aposta da edilidade nas acessibilidades para que as pessoas possam permanecer nas suas localidades.

“A nossa preocupação é estarmos preparados para em situação pontual acudirmos pontualmente as famílias. Mas, a nossa real preocupação é de facto ajudar as famílias a criarem condições da sua própria autonomia. Não queremos que no nosso município haja famílias que dependem dessa acção”, vaticinou.

FM/CP

Inforpress/Fim

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