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Petição para retirada do manual de Matemática do mercado já reuniu 1600 assinaturas

 

Cidade da Praia, 04 Out (Inforpress) – A petição pública que circula na Internet para a retirada do mercado do manual de Matemática para alunos do ensino básico, introduzido este ano em Cabo Verde, reuniu, até às 09:55 de hoje, 1600 assinaturas.

O motivo é que o manual apresenta erros linguísticos e conceptuais, entretanto, apesar da solicitação da oposição (Partido Africano da Independência de Cabo Verde – PAICV e União Cabo-verdiana Independente e Democrática – UCID), pais e cidadãos em geral, o Governo diz que vai manter os livros no mercado.

Os promotores da petição, entre professores e pais e encarregados de educação, pretendem com a iniciativa, que o Ministério da Educação, através da Direcção Nacional da Educação (DNE), avalie a situação e mande retirar os manuais em circulação para o “bem da comunidade educativa em Cabo Verde”.

Os mesmos afirmam que cabe aos governantes criarem “políticas eficientes e medidas abrangentes” para que a população, pela qual responde, desfrute do direito à educação, previsto na Constituição da República, sendo que a busca por uma melhor qualidade de vida faz com que as pessoas procurem melhores empregos, que por sua vez, pedem melhores níveis educacionais.

Para eles, a educação transforma um país, tanto em aspectos económicos, quanto tecno-culturais e que para alcançar níveis positivos na área, cabe a população fazer valer os nossos direitos, quer para exigir melhores níveis de preparo dos docentes, como melhores metodologias, melhores meios educacionais, assim como cobrando uma melhor infra-estrutura.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, 02, a directora Nacional da Educação, Adriana Mendonça, justificou o manual e disse que apenas continha alguns erros e gralhas, mas que os professores já foram capacitados para colmatarem essas gralhas nas salas de aulas.

Para além disso, Adriana Mendonça sublinhou que os manuais produzidos nos anos lectivos anteriores também continham erros, tendo sido criadas erratas para ultrapassar esses erros, mas a UCID já pediu a demissão da directora Nacional da Educação e o PAICV exigiu a presença da ministra da Educação, Maritza Rosabal, no Parlamento para justificar o uso do manual.

Entretanto, esta terça-feira, em declarações à imprensa, a governante reiterou que o manual vai continuar no mercado e que os erros já identificados podem ser corrigidos, recorrendo às soluções tecnológicas, aos kits com autocolante ou até erratas, o que tem feito que as críticas nas redes sociais não parem.

Uma marcha/manifestação para pedir a retirada do manual foi já convocada para sexta-feira, 06, na Cidade da Praia, estando prevista, também, para acontecer em outras ilhas.

DR/CP

Inforpress/Fim

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