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Pescadores da Palmeira dizem que acção da Polícia “dificulta” o seu trabalho

Espargos, 07 Jul (Inforpress) – Pescadores da vila da Palmeira reclamaram, esta segunda-feira, o “direito de venderem” o seu peixe no lugar do costume.

Em causa está a aplicação de medidas que restringem a venda do peixe no mesmo lugar de desembarque, como forma de evitar aglomerações, segundo um agente da Polícia Nacional presente no local.

É que, segundo o agente da autoridade, existe um mercado municipal onde o processo de compra e venda deve ser efectuado, seguindo as regras de distanciamento.

Contudo, tanto os fornecedores como os distribuidores questionam a medida que consideram ser um entrave para o normal abastecimento de peixe na ilha.

“Querem que o pescador chegue de uma empreitada de horas em alto mar para, de seguida, deslocar-se à cidade dos Espargos para efectuar a venda, sendo que as peixeiras sempre se deslocaram ao caís para obter seu peixe”, explicou o pescador, Everton Silva.

Já José Livramento, redistribuidor com 11 anos de mercado, reclama porque nem todos os distribuidores possuem lugar cativo no mercado municipal não podendo, por isso, utilizar as ferramentas que esta dispõe, nomeadamente, balança e outros materiais para o tratamento do peixe.

“No que toca à aglomeração, este sim, é trabalho que deve ser feito pelas autoridades mas não podem impedir a venda de peixe para eliminar a aglomeração, pois muitas vezes são pessoas curiosas e, a essas sim, as autoridades devem organizar e criar regras que permitam que esse processo de compra e venda aconteça com a máxima filtragem e segurança possível”, concluiu José Livramento.

Pelo segundo dia consecutivo os pescadores viram a venda do seu produto barrada pelas autoridades que pretendem assim evitar aglomeração de pessoas, embora tenha ficado a “promessa de união” de pescadores e peixeiras para o regresso à normalidade.

PE/HF

Inforpress/fim

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