Pesca: Santiago não vai evoluir se não se organizar como as outras ilhas – ministro do Mar

Cidade da Praia, 28 Nov (Inforpress) – O ministro do Mar afirmou hoje que a pesca em Santiago, onde há o maior número de pescadores e peixeiras, não vai evoluir se os profissionais não se organizarem em rede, como nas outras ilhas, como São Vicente.

O governante fez estas declarações hoje, na Cidade da Praia, onde se reuniu com todas as Associações da Pesca Artesanal de Santiago, no quadro do programa da sua visita a algumas localidades piscatórias da ilha, que acontece de 27 a 29 deste mês.

Na ocasião Abraão Vicente sugeriu aos pescadores, peixeiras e armadores a se reunirem em rede, como forma de estarem melhor organizados e, assim, colmatar os vários desafios enumerados pelos líderes associativos, dando como exemplo o caso de São Vicente onde, quando precisa falar com a classe, basta-lhe contactar a cooperativa ou então a Associação da Pesca.

“Então, a ilha de Santiago, pela sua dimensão, com maior número de barcos semi-industriais, maior número de pesca artesanal, maior número de pescadores e peixeiras, o que nos falta é organizarmos em rede”, observou.

Segundo argumentou, o interesse do pescador de Santa Cruz não pode ser diferente do pescador de Achada Grande ou de Ribeira da Barca, reconhecendo que há sempre competição, mas pediu que se foque em resolver os problemas colectivamente ao invés de individualmente.

“Há muitas histórias de pessoas que apostam num barco e depois não chegam a atingir o desejado pela falta de cooperação, porque não há confiança mútua e cada um se preocupa com o seu interesse”, frisou o ministro que disse ter constatado esse problema no âmbito dos seus contactos no terreno.

Entretanto, afirmou que a tal rede tem de ser criada pelas associações, prometendo apoiar, enquanto Ministério de tutela com modelos de estatuto para funcionarem em rede, com planos de actividades e fazer a ponte com o INPS para a questão da segurança social.

Salientou ainda, citando um diagnóstico, que a ilha de Santiago tem um potencial de contribuir para a exportação, sugerindo que, numa primeira fase, é preciso serem montadas infra-estruturas de apoio à pesca, assim como uma logística comum para juntar a quantidade e vender a um preço que seja comum e ainda a busca de promotores para a construção de uma fábrica de transformação de peixe, aqui na ilha.

As Associações realçaram a importância do encontro com o ministro do Mar, manifestando o desejo de conseguirem reunir-se em rede em prol do interesse comum, para juntos, resolverem os vários desafios que apontaram e que se prendem, sobretudo, com uma melhor organização para terem melhores meios e melhor sustentabilidade.

ET/HF

Inforpress/Fim

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