PERFIL: Soraya Lima a dançarina cujo segredo é “sentir intensamente a música”

Cidade da Praia, 30 Jun (Inforpress) – A jovem dançarina cabo-verdiana Soraya Lima disse em entrevista à Inforpress que o segredo da dança está em “sentir intensamente a música” e que nesta manifestação cultural cada um é livre para fazer transparecer aquilo que sente.

“Acho que o segredo está em sentir intensamente a música. Os passos que eu “crio” podem ser vistos como uma interpretação do que eu oiço. A música entra e os passos saem”, afirmou a dançarina de 22 anos, que actualmente é também estudante de Terapia da Fala, na cidade do Porto, Portugal.

Instado a falar sobre como surgiu o seu interesse pela dança, Soraya respondeu que o seu amor para esta que é considerada uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do teatro e da música, surgiu desde criança.

“Aos cinco anos, entrei numa escola de dança do ventre e com seis fiz a minha primeira apresentação. E desde então, não parei. Com o passar dos anos, continuei a explorar outros ritmos, como músicas tradicionais cabo-verdianos, hip hop sensual, kuduru, kizomba, danças latinas. Isso tanto em grupos de dança como individualmente”, acrescentou.

Estas experiências, contou Soraya Lima, a ajudou muito a conhecer diferentes passos que poderão ser vistos nos freestyles que publica em forma de vídeo em redes sociais como o Istragram (miss_dancekiller) e o Youtube (Miss Dancekiller). O resultado, referiu, “está a ser positivo” uma vez que, informou, tem recebido muito feedback.

“Gosto sempre de usar o que conheço e dançar do meu jeito porque defino a dança como uma forma de expressão e cada um tem a sua”, frisou esta jovem natural do bairro de Ponta d’Água, na cidade da Praia, dando conta que os “maiores incentivos” vêm da mãe e também das irmãs e amigas.

Quanto às inspirações, Soraya Lima não hesita em indicar o nome da cantora, compositora e actriz norte-americana Beyoncé, pela atitude e a energia que, segundo esta jovem, ela passa.

Questiona sobre como é conciliar os estudos e a dança, esta entrevistada responde que “é um bocado difícil”, porque o stress dificulta.

“Mas também uso a dança para aliviar, por isso, sempre consigo dar um jeitinho”, pontuou Soraya Lima, afirmando ainda ter “vários ídolos” e que gostaria muito de dançar com artistas como Djodje, Elida Almeida, Hélio Batalha, Mayra Andrade, dentre outros nacionais e internacionais, aliás, deixa claro que “se Deus quiser” que isto acontece estará sempre aberta para receber e aceitar convites.

Olhando para o futuro, Soraya Lima diz que tem como plano, isso depois de terminar a faculdade, abrir uma escola de dança e ensinar o que sabe.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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