Pequenos deputados vão aproveitar a sua vez e voz para exigir o cumprimento dos seus direitos – representante

Cidade da Praia, 20 Nov (Inforpress) – A representante do Parlamento Infanto-Juvenil 2019/2020 afirmou hoje que os pequenos deputados estão cientes das suas responsabilidades pelo que vão aproveitar da “vez e voz” que lhes foi facultado para exigir com força o cumprimento dos seus direitos.

Adlyne Andrade fez essa afirmação na sessão da abertura do Parlamento Infanto-Juvenil 2020, que teve lugar hoje na Assembleia Nacional, Praia, e que reuniu, em vídeo-conferência, cerca de 70 representantes infanto-juvenis dos vários concelhos do país.

“Regozijo-me em poder estar, mais uma vez, no Parlamento Infanto-Juvenil para averiguar as recomendações feitas em 2019 que continham ideias e preocupações que vão ao encontro de alguns dos temas que hoje é motivo de debate, como o consumo do álcool na adolescência e abuso sexual”, disse.

Pegando no álcool, Adlyne Andrade lembrou tratar-se de uma droga que empobrece as pessoas não só a nível financeiro, como psicológico, físico e mental, e que empobrece as pessoas, a família e, por consequente, o país, que se torna vulnerável a qualquer tipo de escravatura, exploração, prostituição doenças e outros males.

Neste âmbito, adiantou ser urgente que o país e as pessoas encontrem caminho para sair deste “marasmo” reportando que seja com medidas concretas.

“Sejamos sábios para proporcionar um desenvolvimento saudável no nosso país, e, nós, os deputados infanto-juvenis, aqui estamos para ter vez e voz, e assim o faremos com força”, explanou.

Por sua vez, a directora Nacional da Educação, Eleonora Sousa, felicitou os parceiros pelo incentivo à iniciativa, reforçando a ideia das Nações Unidas no sentido de que a humanidade deve prestar o melhor do seu esforço aos meninos e meninas que requerem protecção e cuidados especiais.

“A realização deste fórum constitui um espaço de reflexão e participação de crianças e adolescentes, de exercício e cidadania onde estes indicam as suas principais preocupações, apontam caminhos e chamam atenção das autoridades e da sociedade em geral sobre os diversos problemas que os afligem e deixam recomendações que aqui, hoje, pretendem avaliar”, salientou.

O director nacional das Aldeias SOS, Dionísio Pereira, que elencou, na sua mensagem, diversos aspectos que levam a violação dos direitos das crianças, augurou elaboração de políticas públicas que vão ao encontro da resolução dos problemas e enalteceu a criação de eventos que dê “voz e vez” aos adolescentes para que possam listar as dificuldades e seja assim garantidos recursos para a resolução das mesmas.

“Face a isso, propomos que se melhor mecanismos de cuidados de criança no seio da família, como condição para que haja cada vez menos recurso a institucionalização e que nos termos do artigo 74ª do estatuto da criança e adolescente se invista na criação e operacionalização dos comités municipais nos vinte e dois municípios do país”, indicou.

Para a representante da Unicef em Cabo Verde, Opia Kumah, as crianças têm direito a expressar as suas opiniões e a serem ouvidas nas questões que afectam a sua vida social, económica, religiosa, cultural e política.

“Exercer estes direitos permite às crianças desenvolverem as suas potencialidades e prepará-las para desempenharem um papel activo na sociedade”, observou salientando, por outro lado, que a Unicef em Cabo Verde está a acompanhar o país neste processo rumo a um futuro melhor para as crianças.

O representante da Unicef, que reiterou o compromisso da organização para continuar a trabalhar com os parceiros nacionais em prol dos direitos das crianças, realçou que uma das formas de garantir sociedades mais justas e pacíficas é garantir que ninguém fique de fora do desenvolvimento.

O Parlamento Infanto-Juvenil 2020 teve lugar no âmbito do 31º aniversário da Convenção dos Direitos das Crianças, em parceria com o Unicef, a Presidência da República, a Assembleia Nacional, os Ministério da Educação e da Família e Inclusão Social, a Acrides e as Aldeias SOS, debateu temas como violação e exploração sexual e uso abusivo de álcool na adolescência.

PC/CP

Inforpress/Fim

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