Pedrógão Grande: Parlamento cabo-verdiano solidário com “momento de aflição” em Portugal

 

Cidade da Praia, 20 Jun (Inforpress) – O presidente do parlamento cabo-verdiano, Jorge Santos, assinou hoje, na Cidade da Praia, o livro de condolências pelas vítimas dos incêndios em Portugal, considerando que é nos “momentos de aflição” que é preciso “fazer sentir a solidariedade”.

“Viemos apresentar condolências e o sentimento de solidariedade do parlamento cabo-verdiano e dos seus deputados e também de todos os cabo-verdianos pelos trágicos acontecimentos em Portugal”, disse Jorge Santos.

O presidente do parlamento, que se fez acompanhar por todos os elementos da mesa da Assembleia Nacional, falava aos jornalistas depois de ter assinado o livro de condolências aberto até quarta-feira na embaixada de Portugal, na cidade da Praia.

“É um momento de aflição e é nesses momentos é que é preciso a união de toda a Nação e fazer sentir a solidariedade”, acrescentou Jorge Santos, lembrando que em Portugal vivem muitos cabo-verdianos, integrados em várias cidades, que gozam da solidariedade portuguesa.

“A nossa voz aqui é também a voz das nossas comunidades em Portugal, que também estão a sofrer e a sentir esses trágicos acontecimentos”, sublinhou.

Jorge Santos mostrou-se ainda convencido que na próxima sessão parlamentar, que começa segunda-feira, haverá uma iniciativa por parte dos deputados de apresentação de um voto de pesar pelas perdas humanas e de solidariedade com o povo português.

O presidente do parlamento considerou ainda que os acontecimentos de Portugal devem servir de alerta para os poderes executivos, a nível nacional e local, em Cabo Verde, que regista anualmente vários incêndios florestais.

“Ainda na semana passada tivemos um grande incêndio na ilha de Santo Antão e temos desenvolvido laços de cooperação muito fortes com várias corporações de bombeiros em Portugal que têm ajudado Cabo Verde na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Temos que tirar todas as lições e consequências desses momentos trágicos”, disse.

Além de Jorge Santos, pela embaixada de Portugal passaram também durante a manhã de hoje, entre outros, a presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Fátima Coronel, o Procurador-Geral da República, Óscar Tavares, a ministra da Educação, Maritza Rosabal, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Tolentino, além de muitos anónimos, conforme disse à agência Lusa a embaixadora Helena Paiva.

Durante a tarde deslocar-se-ão à representação diplomática portuguesa a presidente do maior partido da Oposição (PAICV), Janira Hopffer Almada, bem como o antigo presidente e primeiro-ministro Pedro Pires.

Na quarta-feira, uma delegação do Governo, liderada pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, assinará o livro de condolências.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 130 feridos, segundo um balanço provisório divulgado na segunda-feira.

O fogo começou em Escalos Fundeiros, e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

Lusa/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
[wd_asp elements='search' ratio='100%' id=2]
    • Categorias

  • Galeria de Fotos