Economia Digital: Pedro Lopes diz que é necessário que o país seja uma referência nível do sector privado

Cidade da Praia, 26 Jan (Inforpress) – O secretário de Estado da Economia Digital disse hoje que Cabo Verde tem tido um percurso longo a nível do digital na vida dos cidadãos, mas sublinhou que é necessário que o arquipélago seja uma referência também a nível do sector privado.

A constatação foi feita por Pedro Lopes, hoje, durante a sua intervenção no Webner sobre Economia Digital e de Telecomunicações em Cabo Verde, promovido pela Unitel T+ em parceria com a “Business Incubation Center’ (BIC), no âmbito da projecto “Unitel Creative Camp’‘.

Para o governante, há uma necessidade de o digital participar no desenvolvimento do arquipélago, perceber que o desenvolvimento de um país não se faz em três ou quatro anos para trás, sendo que Cabo Verde tem tido um percurso longo no que toca aquilo que é o digital na vida dos cidadãos, nomeadamente com a governação digital.

“Por isso mesmo que o país é uma referência na área da governação digital, temos dados passos acelerados nesse sentido. Acho que havia agora uma vontade e necessidade grande também de sermos uma referência na área do sector privado, e também não pararmos naquilo que é o desenvolvimento dos serviços para os cidadãos e tudo aquilo que é transformação digital do Estado”, referiu.

Entretanto, considerou que o país deve continuar nesta senda de que há essa necessidade de dar passos em frente naquilo que é a transformação digital em Cabo Verde.

Nesse sentido, sublinhou que a estratégia do Governo é “clara” e assenta em três pilares, nomeadamente, nas infraestruturas, formação e capital humano e comunidade.

A nível das infraestruturas, adiantou que o parque tecnológico em Santiago e a sua extensão em São Vicente vai funcionar de uma forma abrangente com um datacenter, centro de treinos, centro de incubação de empresas, business center e um centro de conferência.

Por outro lado, o Governo tem estado a apostar forte no reforço da conetividade e ligação do país com o mundo através do cabo submarino.

“O nosso parque tecnológico e cabo submarino que vai passar por Cabo Verde na qual tivemos de fazer um investimento grande, acreditamos que essas infraestruturas vão dar oportunidades para que o país possa ter como base o digital também no seu desenvolvimento”, mencionou.

Em relação à formação e capital humano, avançou que o Governo tem estado a trabalhar para preparar os jovens para os desafios que já são do presente, e capacitá-los para as novas tendências do mercado e do mundo no que diz respeito à inteligência artificial e impressão 3D.

“Para além das infraestruturas, da formação e do capital humano, há aqui uma noção de comunidade, onde não existe um ecossistema sem existir uma verdadeira comunidade. Ou seja, juntar os talentos que veem das universidades, formação técnica, ONG, start-up, sector privado, instituições publicas, Estado e de uma forma conjunta desenvolver aqui uma verdadeira comunidade que depois vai criar mercado”, apontou.

Segundo o governante, essa estratégia que passa pelas infraestruturas, formação e capital humano e comunidades tem a ver acima de tudo com a vontade do Governo em atrair talentos em Cabo Verde.

“Por isso que é importante ter um bom parque tecnológico, uma boa conectividade e ter também jovens capacitados para que empresas internacionais, cabo-verdianos na diáspora (…) possam encontrar talentos”, defendeu.

Na ocasião, lembrou que a taxa de penetração de internet em Cabo Verde ronda os 80 por cento (% ) e que a média no continente africano é de 43% e a nível mundial ronda os 60%.

AV /JMV
Inforpress/Fim

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