PCA da CVA confirma interesse na retoma de voos para Bissau

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – A presidente do conselho de administração (PCA) da Cabo Verde Airlines (CVA) confirmou hoje o interesse em retomar voos para Bissau, dez anos após a sua suspensão, há ainda a pretensão de se retomar outros destinos na África.

“Estamos a preparar a retoma em vários destinos. Bissau é um dos destinos que a Cabo Verde Airlines pretende operar. Neste momento estamos a auscultar as entidades bissau-guineenses para retomarmos os voos”, disse Sara Pires, em declarações à imprensa, à margem de encontro realizado com as agências de viagem da cidade da Praia para falar da estratégia comercial da companhia e também apelar às agências de viagem para venderem o produto CVA.

Questionada se a CVA está de olhos em outros destinos africanos, a PCA respondeu que se está a trabalhar nesse sentido, mas não querer divulgar já neste momento, pelo que “quando for oportuno”, irão divulgar os destinos onde querem operar.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabian, disse em Abril, na Praia, que a TACV (que tem CVA como nome comercial) já manifestou às autoridades daquele país a sua intenção de voltar a voar para Bissau e que, inclusive, já há instruções para que se avance.

“Nós recebemos, portanto, um pedido. Já havia ligações aéreas entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau. A mesma foi suspensa, mas nós estamos abertos para que a companhia aérea de Cabo Verde possa retomar essa rota”, anunciou aquele governante em declaração à imprensa, à saída de uma visita que efectuou às instalações do Data Center, em Achada Grande Frente, aquando da sua visita a Cabo Verde.

Nuno Gomes Nabian disse ainda que esteve com o ministro dos Transportes guineense e que deu instruções para que se avance com esse processo, pelo que acredita que “dentro de pouco tempo” se estabelecerá de novo essa ligação entre Cabo Verde e Bissau.

“A Guiné-Bissau está a pensar, portanto, em criar uma companhia aérea. É um processo longo e nós sabemos os contornos da criação da companhia, mas, entretanto, isso não impede que a companhia de Cabo Verde possa, de facto, começar a voar para o nosso país”, concluiu.

A TACV foi vendida (51%) a investidores islandeses e renacionalizada em julho de 2021, devido à pandemia de covid-19, tendo retomado os voos apenas em Dezembro de 2021.

Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da Cabo Verde Airlines – nome comercial da companhia) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

GSF/CP

Inforpress/Fim

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