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PCA admite que questões financeiras ditaram a eliminação da CV-Fast Ferry do concurso de concessão de transportes marítimos inter-ilhas

Cidade da Praia, 21 Jun (Inforpress) – O presidente do conselho de administração (PCA) da Cabo Verde Fast Ferry, Andy Andrade, admitiu hoje que questões financeiras ditaram a eliminação da sua empresa do concurso internacional de concessão de transportes marítimos inter-ilhas.

“Se uma empresa vem tendo liquidez negativa desde o primeiro ano, claro, que não estaria em condições financeiras, mas poderia perfeitamente arranjar um parceiro para lhe permitir continuar no concurso sem nenhum problema”, precisou Andy Andrade, acrescentando que se a sua empresa tivesse tido o apoio que agora a Transinsular, vencedora do concurso, estaria hoje numa “posição financeira diferente”.

O PCA da Cabo Verde Fast Ferry fez essas considerações durante a audição na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada, a pedido do grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), para averiguar o processo de adjudicação dos transportes marítimos inter-ilhas à empresa Transinsular.

Segundo ele, a Fast Ferry teve um acordo inicial com o então Governo no valor de um milhão de euros por um período de cinco anos, o qual foi pago, mas desde 2014 a companhia “não tem recebido nenhum tostão em termos de compensação para as linhas deficitárias”.

“Temos um montante a receber no valor de cerca de 700 mil contos. E não há nenhuma empresa em Cabo Verde que tenha uma posição financeira adequada se tiver uma receita a receber de 700 mil contos”, queixou-se Andy Andrade.

De acordo com as suas palavras, o problema da empresa começou logo no início com a chegada do primeiro barco que durante os seis primeiros meses “não tinha porto para operar” e, de seguida, houve o problema com a sua embarcação que levou três anos para chegar.

“Cabo Verde Fast Ferry começou a ter défice logo no primeiro dia”, adiantou Andy Andrade, adiantando, porém, que se a empresa tivesse sido gerida na perspectiva do privado, tirando o barco da linha para a ilha Brava e colocá-lo, por exemplo, na linha São Vicente-Santo Antão, hoje a posição financeira “seria melhor”.

Andy Andrade, além de accionista maioritário da CV-Fast Ferry, é também promotor do projecto, tendo, segundo ele, regressado ao país para retomar a direcção empresa e transformar o seu capital em maioritariamente privado.

“Nos últimos seis meses, a CV Fast Ferry tem se posicionado como uma empresa diferente do que era antes e a funcionar em todos os portos do país e com confiança e mobilidade no transportes de cargas”, sublinhou Andy Andrade.

Perguntado se o não pagamento da indemnização compensatória terá contribuído para a eliminação da sua empresa do concurso o administrador da CV-Fast Ferry respondeu nesses termos:

“Não posso dizer que receber tal compensação seria razão para Cabo Verde Fast ferry não ser eliminada. Baseando no caderno de encargos, tínhamos que estar em condições de trazer cinco barcos. Estamos de 35 milhões de euros em investimentos. Sozinha, Cabo Verde Fast Ferry não estava em condições de comprometer mais dois barcos. Tinha que procurar parceiro. Foi esta chance que nunca nos foi dada”, concluiu.

Disse, ainda, que as contas da empresa não foram auditadas em 2015, 2016 e 2017 e que se está a investigar as razões.

LC/CP

Inforpress/Fim

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