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Paulo Veiga defende tratamento diferenciado aos pequenos estados insulares no acesso a financiamento ao desenvolvimento

Cidade da Praia, 25 Jul (Inforpress) – O secretário de Estado da Economia Marítima, Paulo Veiga, defendeu hoje que os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), de que faz parte Cabo Verde, devem ter “tratamento diferenciado”, no acesso às políticas internacionais de apoio ao desenvolvimento.

Segundo Paulo Veiga, Cabo Verde, enquanto pequeno Estado insular, graduado a país de “rendimento médio de baixo escalão”, assumiu o compromisso de implementar o seu Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável 2017-2021, “em total alinhamento” com a Agenda 2030 e sustentado pela visão das ilhas numa economia plataforma no meio do Atlântico, tendo sempre em vista a “sustentabilidade ambiental”.

O governante fez essas considerações no acto de abertura da II Reunião dos Pontos Focais dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), sigla em inglês, que se realiza hoje e quinta-feira, 27, na cidade da Praia.

“Acreditamos que, ao assumirmos a responsabilidade pelo nosso desenvolvimento, os esforços nacionais de financiamento possam ser complementados com financiamentos público e privado internacionais”, afirmou, lembrando que foi com estes pressupostos que em Dezembro de 2018 Cabo Verde realizou uma mesa redonda, em Paris, visando a construção de “novas parcerias”, seguido de um fórum de investimento, recentemente na ilha do Sal.

O governante assegurou, ainda, que Cabo Verde reconhece a necessidade de um tratamento internacional consentâneo com os desafios de desenvolvimento das pequenas ilhas, visando apoiá-las na construção de resiliência nos planos económico, social e ambiental.

Cabo Verde, afiançou Paulo Veiga, tem defendido a concepção de um modelo de intervenção integrada e consensualizada no seio da comunidade internacional que possa ser dirigida não à categoria de países, mas sim à categoria de necessidades específicas.

Para Paulo Veiga, o encontro dos SIDS na capital cabo-verdiana tem lugar num “momento oportuno”, uma vez que precede a dois meses da realização das principais reuniões de alto nível inscritas no ciclo da revisão quadrienal em Nova Iorque (Estados Unidos de América) entre 24 e 27 de Setembro próximo.

Na sua perspectiva, a conferência de alto nível para a revisão, a meio percurso, da SAMOA Pathway será um “momento importante” para ajustar as estratégias internacionais em relação aos SIDS.

Por sua vez, a coordenadora do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, em declarações à imprensa à margem do encontro, reconheceu que os países graduados a rendimento médio não tiveram um “apoio sustentado” e que após esta graduação muitos doadores deixaram esses estados.

Para a representante da ONU, é “importante” ter-se em conta as necessidades específicas desses estados que têm vulnerabilidades económicas e ambientais.

A reunião da Praia tem como propósito trocar as experiências e os desafios que se colocam aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e recolha de contribuições que serão levadas à sessão da revisão da Agenda de Samoa que terá lugar em Setembro.

Samoa Pathway é um documento adoptado pelos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, em Setembro de 2014, durante a conferência da ONU, em Samoa, visando o desenvolvimento sustentável através do combate às vulnerabilidades climáticas e não só.

LC/WM

Inforpress/Fim

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