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Partidos concordam com datas marcadas pelo PR para eleições legislativas e presidenciais  

Cidade da Praia, 12 Jan (Inforpress) – Os partidos políticos em Cabo Verde manifestaram-se de acordo com as datas marcadas hoje pelo Presidente da República para as eleições legislativas e presidenciais, para os dias 18 de Abril e 17 de Outubro, respectivamente.

Em declarações à Inforpress, a secretária geral do Movimento para a Democracia (MpD), Filomena Delgado, afirmou que já quando os partidos políticos foram auscultados pelo Presidente da República (PR) o MpD tinha apontado a marcação das datas entre Março e Abril.

“O presidente, ao anunciar as datas, referiu-se sobre os vários factores que ponderou para a marcação das eleições, particularmente, a questão do recenseamento na diáspora”, disse sublinhando que o MpD está “completamente de acordo” com o anúncio da data, ou seja, 18 de Abril para as legislativas.

Perante este anúncio, Filomena Delgado espera que se cumpra com as directrizes do Chefe do Estado, no sentido de haver esforços para que se possa recensear um maior número de pessoas na diáspora, apesar da crise da pandemia em alguns países.

Ainda segundo a secretaria-geral do MpD, o partido no poder está preparado para qualquer data anunciada pelo PR.

Segundo o líder parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Rui Semedo, é normal que o Presidente da República marcasse as datas de eleições dentro das balizas estabelecidas na legislação do país.

“Ele ouviu os partidos políticos, pelo que consideramos a data normal e concordamos, apesar da expectativa do partido era que Jorge Carlos Fonseca tomasse essa decisão mais cedo, pois, se tivesse marcado as datas mais cedo seria evitado a nomeação do governador do Banco de Cabo Verde nas circunstâncias que foi feita”, observou.

Rui Semedo espera, contudo, que a partir desta decisão do PR, o Governo seja mais comedido nas suas acções de campanha eleitoral e eleitoralistas que, no seu entender, poderão pôr em causa “os princípios básicos da democracia”.

Neste âmbito, apela a todos os responsáveis pelo processo eleitoral a estarem atentos às medidas eleitoralistas que poderão favorecer o uso de meios de estado a desfavor dos outros concorrentes.

Augura assim que o período de pré-campanha decorra dentro dos princípios éticos e valores democráticos, e apela ao governo a criar todas as condições para que os cabo-verdianos na diáspora possam recensear e participar no voto nas eleições marcadas para 18 de Abril.

Por sua vez, o vice-presidente da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) e deputado nacional pelo mesmo partido, João Santos Luís, disse em declarações à RCV que a UCID está satisfeita com a data encontrada pelo PR.

Conforme João Luís, a UCID já tinha proposto as eleições legislativas para Abril, num encontro com Jorge Carlos Fonseca e ele, dentro das suas competências, “conseguiu destrinçar três aspectos que são fundamentais para o partido democrata-cristão”.

O primeiro aspecto, explicou, é o de não prorrogação de nenhum dia de mandato do PR, tendo marcado para 17 de Outubro as eleições presidenciais. O segundo é que “teve em conta as festas religiosas da Páscoa e da Semana Santa”, e o terceiro, foi a questão do “recenseamento no estrangeiro que não conseguiu iniciar em todos os países onde Cabo Verde tem seus filhos”.

“É uma data de equilíbrio como disse e bem o PR. Mas, também temos que lembrar que estamos a viver um momento de pandemia e que todos os partidos políticos que irão concorrer a estas eleições terão que ter em conta esta pandemia para evitarmos aglomerações desnecessárias para depois não virmos a sofrer com mais casos da covid-19 em CV”, adiantou João Luís.

O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa, também manifestou-se “totalmente de acordo” com as datas anunciadas por Jorge Carlos Fonseca, salientado por outro lado, que quando o partido foi auscultado tinha indicado o dia 25 de Abril com a data mais provável.

“É a data ideal para as eleições legislativas, apesar dos problemas que pode causar para o recenseamento dos cabo-verdianos na diáspora”, disse, realçando que as decisões do país não podem parar por causa da pandemia.

PC/CD//CP

Inforpress/Fim

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