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Partido Popular propõe eleição para o cargo de procurador-geral da República e aumento do seu mandato (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa manifestou hoje a necessidade de uma eleição para o cargo de procurador-geral da República e aumento do seu mandato, como forma de emitir maior transparência no sector da justiça.

Amândio Barbosa apresentou esta proposta à imprensa, no final do encontro com a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição,) Janira Hopffer Almada, que teve lugar na sede do partido PAICV, na cidade da Praia.

Para o dirigente do PP, a indicação do PGR não constitui a transparência que o sector da Justiça necessita em Cabo Verde, apontando que muitos processos no tribunal “não avançam” devido à “falta de independência” que esta ligação apresenta.

Amândio Barbosa referiu que a corrupção no país “é um facto”, envolvendo titulares de cargos políticos, mas que, entretanto, “não há qualquer tipo de responsabilização perante a justiça”.

“O PGR não pode continuar a ser do partido que está no poder, ele é o garante da justiça”, defendeu.

O líder do PP disse ainda que apoia a iniciativa do maior partido da oposição em apresentar uma denúncia-crime junto da Procuradoria-Geral da República, no processo da obra do Mercado do Coco.

Já a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almadam, explicou o encontro, no sentido de que o seu partido sempre teve uma “grande abertura” ao diálogo e a auscultação de todos os cidadãos e partidos políticos, “independentemente” de terem ou não representação parlamentar, uma vez que, “a governação do país é do interesse nacional”.

Conforme avançou, o PAICV tem demonstrado a “sua insatisfação com os sinais de desgovernação que vêm sendo emitidos” pelo Governo, “com falta de visão, falta de estratégias” e, sobretudo com “falta de políticas” que resolvam os problemas do país e o problema dos cabo-verdianos.

“É evidente que hoje mais vozes estão a constatar que nós temos razão naquilo que vimos denunciando. Nós podemos falar de várias questões, desde logo a falta de transparência na gestão da coisa pública e recursos públicos, de facto com claros indícios de corrupção”, observou, apresentando o Mercado do Coco, como sendo o caso mais evidente.

“O país está a ser governado sem resultados, com grande incumprimento das promessas eleitorais que foram feitas”, sustentou, focalizando “a desresponsabilização do primeiro-ministro e do seu Governo” para com as necessidades das populações dos diversos concelhos.


HR/ZS

Inforpress/Fim

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