Partido Popular entra na luta contra a concessão da Praça Igreja Nova Apostólica a um privado

Cidade da Praia, 26 Ago (Inforpress) – O Partido Popular (PP) iniciou hoje uma campanha de recolha de assinaturas para uma moção de protesto contra a edilidade praiense sobre o direito de superfície que concedeu a um particular na Praça Igreja Nova Apostólica, na Fazenda.

“O nosso objectivo é o de impedir mais um assalto a uma praça da nossa cidade”,  disse o líder do PP, Amândio Barbosa Vicente, que reitera não se sentir cansado nesta luta “em prol dos bens públicos”.

Em declarações à Inforpress,  no local onde decorre campanha, o presidente dos populares garantiu que, caso a Igreja Nova Apostólica não tivesse avançado com uma providencia cautelar para impedir o avanço dos trabalhos, o seu partido estaria disponível a fazê-lo.

Em menos de uma hora, segundo aquele dirigente político, mais de 50 pessoas já tinham assinado a referida moção de protesto, pelo que se mostrou “muito optimista” que os seus propósitos serão alcançados.

“Há muita adesão por parte das pessoas”, afiançou  Barbosa Vicente, acrescentando que a partir de hoje até ao dia 28 a sua equipa vai estar nas imediações da Praça da Igreja Nova Apostólica para sensibilizar os praienses em mais uma luta para a preservação do espaço público.

As assinaturas recolhidas vão ser entregues à Câmara Municipal da Praia, Governo, representações diplomáticas  e, eventualmente, ao parlamento.

A Praça da Igreja Nova Apostólica está envolta numa polémica porque o presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos,  decidiu conceder o direito de superfície a favor de Magda Cardoso, proprietária  de um quiosque ali edificado,  segundo a edilidade, “há mais de 15 anos” com vista a construção de uma esplanada.

Por sua vez, o apóstolo da Igreja Nova Apostólica (INA), António Semedo, alega que a referida praça fora construída pela sua igreja, em 1993, numa parceira com câmara da Praia, e terá custado cerca de quatro mil contos.

Segundo aquele dirigente religioso, há muito tempo que vêm insistindo junto da edilidade praiense no sentido de conseguir uma autorização para  requalificar  o referido espaço, mas sem sucesso, porque, acusa, há “jogo sujo” neste processo.

A Inforpress apurou que os responsáveis da Igreja Nova Apostólica já entraram com uma acção judicial no Supremo Tribunal de Justiça para o embargo da obra, tendo verificado que nesta segunda-feira chegou uma máquina ao local para iniciar os trabalhos na praça.

LC/AA

Inforpress/Fim

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