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Partido Popular critica Governo por injectar mais dinheiro na Cabo Verde Airlines

Cidade da Praia, 15 Nov (Inforpress) – O Partido Popular (PP) criticou hoje o Governo por injectar mais dinheiro na Cabo Verde Airlines (CVA), considerando ser um investimento sem retorno, já que a companhia não é mais rentável.

Esta intervenção foi feita à Inforpress pelo vice-presidente do PP, Felisberto Semedo, à margem da reunião quinzenal do partido.

Conforme explicou, já foram investidos “muito mais do que ao longo dos 15 anos da governação anterior”, contrariando “as palavras do próprio” primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, que durante as campanhas legislativas de 2016 havia prometido que “não iria colocar mais nenhum tostão na empresa”.

“Nós acreditamos que não faz sentido insistir com essa mesma companhia, porque, na nossa leitura, a empresa há mais de 20 anos que não é mais rentável, com funcionários a mais e com vários outros problemas”, disse.

De acordo com Felisberto Semedo, os TACV/CVA “é um câncer maligno”, pois, de 2017 a esta parte “foram investidos mais de 12 milhões de contos” na empresa que, neste momento, “o seu passivo é muito maior que o activo”.

Outra preocupação apontada pelo PP é saber o historial da empresa com os três aviões que se encontram nos Estados Unidos da América, em que “uns dizem que estão retidos”, enquanto o “Governo diz que está em manutenção”.

“Os cabo-verdianos querem saber que tipo de manutenção se está a fazer com esses aviões e se estiver retido que sejam claros e digam o que realmente está a passar”, reiterou.

Outro assunto abordado pelo PP é o aumento de casos de covid-19 na ilha do Fogo, avançando que os números que a ilha apresenta neste momento é o reflexo da última campanha eleitoral, com “grande responsabilidade dos dois maiores partidos” do País.

“A doença tornou-se um epicentro na ilha do Fogo, com responsabilidade aos dois maiores partidos do País, que durante a campanha eleitoral não cumpriram as orientações e incrementaram números de pessoas para caçar votos”, ressaltou.

Segundo Felisberto Semedo, o primeiro-ministro  também se responsabilizou por ter permitido ajuntamento de pessoas, mas, considerou ser “muito tarde” já que as orientações eram claras.

Por fim, pediu ao Governo que ajude a população da ilha do Fogo, com uma pensão de 10 mil escudos às famílias com casos de covid-19, uma forma de diminuir o sofrimento dos mesmos que terão que ficar em casa sem rendimento.

HR/HF

Inforpress/Fim

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