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Partido Popular considera “grave” valor incluído no Orçamento do Estado destinado às viagens

Cidade da Praia, 13 Dez (Inforpress) – O Partido Popular considerou hoje “grave” a medida do Governo de incluir no Orçamento do Estado para 2021 cerca de 600 mil contos para as viagens, no contexto da crise da covid-19 que o país atravessa.

A posição do Partido Popular foi manifestada pelo secretário-geral Felisberto Semedo, em declarações à Inforpress, à margem da reunião quinzenal do partido, tendo adiantando que durante o encontro foram abordados assuntos ligados ao Orçamento do Estado 2021 e a comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Segundo este responsável, o PP congratula-se com as medidas sobre a isenção de taxas moderadoras e o pagamento das dívidas da taxa de religação de água e electricidade das famílias cabo-verdianas do Cadastro Social Único (CSU)

Segundo Felisberto Semedo, apesar das medidas anunciadas pelo Governo sobre a isenção das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde a crianças dos 0 aos 05 anos, pessoas com deficiências, grávidas, utentes em situação de insuficiência económica, pessoas cadastradas no Cadastro Social Único (CSU), doadores de sangue, bombeiros, reclusos militares e ex-combatentes, serem “eleitoralistas”, o PP regozija-se com a iniciativa.

Outro ponto que considera também “eleitoralista”, mas que o partido vê com bons olhos, salientou,  tem a ver com a decisão do Governo de assumir as dívidas e o pagamento da taxa de religação de água e electricidade das famílias cabo-verdianas pobres inscritas no Cadastro Social Único (CSU), no valor de 300 mil contos.

Entretanto, frisou que o Partido Popular discorda categoricamente sobre a posição do Governo ao incluir no Orçamento do Estado para 2021, cerca de 600 mil contos para viagens quando, sustentou, o país atravessa a crise causada pela pandemia da covid-19 e depois de as novas tecnologias terem mostrado que podem servir como instrumento para reduzir os gastos.

“Estamos indignados com esta situação que poderia ser moderada tendo em conta o actual contexto de crise causada pela pandemia da covid-19. Esse valor é muito avultado para as viagens, já ficou evidente que através das novas tecnologias é possível tratar assuntos ou participar nos encontros através do formato vídeo-conferência”, afirmou, lembrando que durante esse período as viagens foram canceladas, mas o país não parou.

Lembrou neste sentido, que tendo em conta que o hospital central Agostinho Neto, na Praia, não possui ainda de um aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC), o Governo poderia ao invés de gastar recursos em viagens dos governantes, destinar o valor equivalente ao preço do TAC para a compra do aparelho.

No segundo ponto da reunião, relativo ao Dia internacional do Direitos Humanos, celebrado no passado dia 10, disse que foram abordados dois assuntos que o PP  considera “gritante” e que viola os direitos humanos, que tem a ver com a prisão do cidadão venezuelano e a censura por parte da Televisão de Cabo Verde (TCV) pela não cobertura das reuniões do partido.

Segundo Felisberto Semedo, o seu partido está preocupado com o facto de o Governo não estar a respeitar a lei, mantendo em prisão preventiva, há seis meses, o cidadão venezuelano Alex Saab.

“O cidadão está preso há cerca de seis meses em prisão preventiva, houve situações à volta da justiça ainda não esclarecidas, mas temos conhecimento sobre o pedido do Tribunal da CEDEAO que determinou a prisão domiciliar do cidadão devido a problemas de saúde do mesmo. Mas ainda não ouvimos o Governo de Cabo Verde a manifestar sobre isso”, salientou.

Por outro lado, concluiu, o PP estranha a posição da Televisão de Cabo Verde (TCV) que depois das eleições autárquicas, suspendeu a cobertura das reuniões quinzenais do partido, frisando que o mesmo foi vítima de censura por parte da TCV.

“Desde as eleições autárquicas que a TCV nunca mais apareceu nas nossas reuniões, apesar de justificarem que não são obrigados a dar cobertura aos eventos dos partidos políticos ou outros eventos, mas estranhamos essa postura adoptada justamente depois das eleições autárquicas”, referiu.

CM/HF

Inforpress/Fim

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