Partido Popular acusa Ulisses Correia e Silva de estar envolvido na corrupção de terrenos

Cidade da Praia, 12 Jul (Inforpress) – O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Vicente, acusou hoje o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva de estar envolvido na corrupção de terrenos, aquando da sua posição enquanto presidente da Câmara Municipal da Praia.

Amândio Vicente fez esta afirmação à imprensa, à margem da reunião quinzenal do partido, explicando que o actual primeiro-ministro assinou um memorando com o advogado Arnaldo Silva para venda de terrenos que não pertenciam a autarquia na época.

“Estamos a dar continuidade aos artigos publicados por Rui Araújo, na qual fala de um memorando assinado por Ulisses Correia e Silva na época em que era o presidente da Câmara Municipal da Praia”, apontou.

Nesta linha, Amândio Vicente acusou Ulisses Correia e Silva de estar envolvidos em actos de corrupção, envolvendo terrenos, inclusive, foi publicado o memorando que prova a ilegalidade.

Amândio Vicente referiu que foi a este propósito que se fez a mudança na Procuradoria-Geral da República porque o antigo procurador “já estava a colocar o dedo na coisa forte”.

O líder do PP chamou a atenção da comunidade internacional para estar atenta, visto que a “justiça cabo-verdiana tem dado sinais” de não ser capaz de combater a corrupção no país.

Ainda sobre a gestão dos terrenos,  Amândio Vicente fez referência aos artigos publicados por Rui Araújo, dando conta de “oito folhas arrancadas” na  matriz predial da autarquia “forjando Fernando Souza como dono de terrenos”.

Falou também da invasão ilegal de terrenos em São Martinho Pequeno por um grupo de cidadãos liderados pelos deputados do MpD, Emanuel Barbosa e Isa Costa.

“A autarquia entrou com uma acção judicial e foi despachado favoravelmente que a edilidade pode demolir essas construções ilegais”, exprimiu.

Entretanto, asseverou haver um paradoxo que existe na actuação da edilidade, isso porque em relação à ilegalidade em São Martinho Pequeno “nada se fez”, enquanto no Alto da Glória os responsáveis chamaram forças policiais e militares para destruir barracas de quem realmente precisa de um tecto.

Outro assunto discutido na reunião do PP foi a atribuição da pensão aos filhos do agente Hamylton Morais, assassinado em missão de serviço no ano passado.

O líder do PP disse que este valor é insuficiente, para quem deveria ser estipulado pelo menos o salário mínimo, comparando ainda esta mesma medida quando se atribuiu aos filhos de Jorge Neto.

O Estatuto Especial também entrou na agenda, mas segundo Amândio Vicente esta é uma questão que o PP vai debruçar nas próximas semanas.

Contudo não deixou de apontar que falta “muita seriedade” nesta matéria.

HR/HF

Inforpress/Fim

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