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Parque Serralves acolhe exposição sobre reservas da biosfera de Portugal e da CPLP

Porto, 08 Jul (Inforpress) – O Parque de Serralves acolhe, a partir de sexta-feira, uma exposição dedicada ao património natural de Portugal e de outros cinco países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), numa viagem pelas reservas da biosfera distinguidas pela Unesco.

“O objectivo da exposição é, no fundo, conseguirmos mostrar o conjunto das reservas de biosfera que temos em Portugal continental e insular (…) mas também as redes de biosfera do espaço CPLP”, explicou à Lusa Helena Freitas, coordenadora geral da equipa directiva do Parque de Serralves.

Em Portugal, integram a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) 12 territórios, o mais recente dos quais a ilha de Porto Santo, na Madeira, com mais de 2.110 espécies, algumas delas endémicas, ecossistemas, paisagens naturais.

Actualmente, a nível mundial, estão registadas 714 reservas da biosfera, localizadas em 129 países, das quais 21 são reservas transfronteiriças, representando 5% dos territórios a nível global.

“No fundo, o que propomos, é uma viagem por territórios que tiveram esta distinção por parte da Unesco, no espaço de língua portuguesa”, afirmou aquela responsável.

Na mostra, patente até 31 de Outubro, estarão representadas todas as reservas portuguesas, designadamente: Castro Verde; Corvo; Gerês-Xurês; Graciosa; Fajãs de São Jorge, Flores, Transfronteiriça Meseta Ibérica, Paul do Boquilobo, Santana-Madeira, Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional, Berlengas-Peniche e Porto Santo.

Para além do património natural português, a exposição intitulada “Reservas da Biosfera: Rede Portuguesa e CPLP” vai promover ainda uma viagem às reservas da ilha do Príncipe, em São Tomé, das Quirimbas em Moçambique, dos Bijagós na Guiné-Bissau, das ilhas do Maio e do Fogo em Cabo Verde e ainda às sete reservas de Biosfera do Brasil.

“Conseguimos montar uma exposição com um painel por cada reserva,  que os representa simbolicamente enquanto territórios de sustentabilidade, mostrando o que elas são e o que nos ensinam”, descreveu Helena Freitas.

A coordenadora geral da equipa directiva do Parque de Serralves adiantou ainda haver a intenção, caso a situação pandémica o permita, de introduzir uma “dinâmica expositiva” envolvendo os territórios e as comunidades.

“Tínhamos de facto pensado criar uma dinâmica expositiva, em que fosse possível envolver os territórios e trazer as comunidades, a sua música, as suas artes, numa lógica de uma por mês, porque são 12 em Portugal continental e insular”, explicou.

Helena Freitas avançou também com a possibilidade de a mostra vir a ser itinerante, promovendo em outros territórios o conhecimento sobre as reservas de biosfera existentes em Portugal.

Dedicada à exploração do conhecimento do património natural que caracteriza os territórios que constituem a rede dos países da CPLP, a mostra acontece numa altura em que se celebram os 50 anos do programa da Unesco MaB – Man and the Biosphere (Homem e Biosfera) que promove a cooperação científica internacional sobre as interacções entre o homem e o seu meio.

“Isto é um desafio que nós temos e que o próprio António Guterres [secretário-geral da Organização das Nações Unidas] nos lançou. Este ano tem de ser o ano em que somos capazes de criar harmonia entre as pessoas e o planeta. Também é essa a mensagem que queremos deixar aqui”, rematou.

A exposição, cuja inauguração acontece na sexta-feira, sucede à conferência “Reservas da Biosfera: territórios sustentáveis, comunidades resilientes – Diálogos lusófonos”, promovida no âmbito dos 50 anos do Programa MaB, e que decorreu nos dias 28 e 29 de Junho, em Serralves.

Este evento tinha como objectivo apresentar o conjunto das reservas da biosfera lusófonas, a sua relevância patrimonial e contributo para o desenvolvimento dos territórios.

A Rede de Reservas da Biosfera CPLP constitui um espaço privilegiado e permanente de diálogo, cooperação e afirmação da lusofonia, assegurando “um processo contínuo de troca de experiências e desenvolvimento de iniciativas conjuntas de cooperação em torno da conservação da natureza e biodiversidade, investigação, apoio logístico e desenvolvimento económico e social, no quadro do Programa MaB da UNESCO e, de modo mais geral, em sintonia com a Agenda 2030 e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Inforpress/Lusa

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