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Parlamento: UCID vai votar a favor da Moção de Confiança e dá aval ao Programa de Governo – deputado

Cidade da Praia, 14 Jun (Inforpress) – A UCID considerou hoje que o Programa de Governo sabe a “muito pouco”, mas declarou que irá votar ao favor, admitindo que o momento actual não é ideal e apropriado para “guerrilha partidária”.

A garantia é do deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) Amadeu Oliveira ao intervir na sessão extraordinária especial da Assembleia Nacional que irá apreciar o Programa de Governo e votar a Moção de Confiança.  

O deputado começou por explicar que “infelizmente” o presidente do partido, António Monteiro, não pôde estar presente nesta sessão porque “não conseguiu encontrar uma passagem aérea” de São Vicente para Santiago.

“Só por isso já se vê a fragilidade do País, alguém independentemente de quem é, presidente de um partido ou deputado nacional, não consegue viajar durante uma semana de esforços de São Vicente até a Cidade Capital”, concretizou.   

Amadeu Oliveira disse que resolveu abordar esta questão no parlamento para trazer a consciência de todos “as dificuldades e fragilidades” que o arquipélago tem tido, e é por isso que a UCID declarou que vai votar a favor da Moção de Confiança e dá o seu aval ao Programa de Governo.  

“A UCID faz isso, parecendo que é uma contradição e é, porque tem a consciência da fragilidade do momento que estamos a viver, estamos sem avião nos céus, sem barcos nos mares, sem águas nos vales e cutelos, sem emprego para a nossa juventude e estamos no meio de uma pandemia que nunca foi vista em parte nenhuma”, apontou.  

Para o deputado, o momento actual obriga a todos a não entrarem numa via de guerrilha partidária apesar de o programa apresentado saber “a muito a pouco”.

Por outro lado, disse que a UCID está ciente de que o Orçamento do Estado está debilitado, que as receitas diminuíram, “em parte por culpa do Governo”, mas “são insofismáveis porque também as circunstâncias são adversas nunca antes vistas em parte alguma”.

“É este nicho de consciência que leva a UCID a dar esses benefícios ao Governo e reconhecer que o povo votou MpD, votou Ulisses Correia e Silva que não foi do agrado da UCID que também acha que o povo foi ingrato, mas respeitamos profundamente a decisão do povo”, considerou Amadeu Oliveira.  

“O voto da UCID é manifesto e declarado, porque a UCID não faz jogo duplo, a UCID «mata a cobra e mostra o pau’, declaramos para o que estamos, para o que viemos e para onde vamos”, Concretizou a mesma fonte.  

Segundo o deputado, o Programa do Governo “não esclarece nem trás medidas claras” sobre a remodelação do cais de pesca, o aeroporto internacional e o pólo universitário, infra-estruturas e investimentos prometidos durante a campanha eleitoral em Santo Antão, onde o MpD teve “uma vitória arrasadora”.

“O Governo prometeu criar uma zona económica marítima e especial em São Vicente, mas como se não resolve o problema da exportação do pescado, a União Europeia já disse pela última vez vai derrogar aquela norma que permite a exportação do mercado. Isso é 2 anos para o Governo resolver o problema caso contrário 600 mulheres vão para casa em São Vicente”, questionou.  

Sublinhou que a UCID concorda com o Governo que o turismo pode acontecer também em Santiago, que a zona norte pode ser também o ponto de partida para revolucionar toda a zona sul na economia, na formação profissional, mas sublinhou que o documento não trás nada.  

“O Governo está equivocado na justiça como o PAICV sempre esteve deliberadamente e consistentemente o PAICV a esteve a trair o povo com a questão da justiça. A UCID esta a denunciar e contestar isto e o MpD continua na mesma linha”, apontou o deputado, que afirmou que “o pior problema não é a morosidade, mas a falta de credibilidade”.  

Segundo o deputado, com este programa, o MpD continua a equivocar o sector como sempre o PAICV “conduziu o País pelo abismo” a que a justiça esta incluída.  

Amadeu Oliveira garantiu que a UCID vai votar a favor do Programa do Governo, com sentido de responsabilidade e pela necessidade que o País tem, embora o programa não tenha “mérito nenhum”.

O parlamento é constituído por 72 deputados, sendo 38 do Movimento para a Democracia (MpD, poder), 30 do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) e quatro da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição).  

AV/AA 

Inforpress/Fim 

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