Parlamento: UCID pede que Governo esclareça processo de detenção de Alex Saab e nomeação dos cônsules nos EUA

Cidade da Praia, 27 Jan (Inforpress) – O deputado da UCID António Monteiro pediu hoje que o Governo explique os diversos episódios que têm marcado a política externa cabo-verdiana, nomeadamente a detenção do empresário colombiano Alex Saab e a polémica nomeação dos cônsules nos EUA.

António Monteiro intervinha no início do debate parlamentar mensal com o primeiro-ministro cujo tema “politica externa cabo-verdiana”, foi proposto pela União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), precisamente com o objectivo de ver esclarecido tudo aquilo que nos últimos tempos tem-se assistido nesse sector “importante” da governação.

“Por esses dias os cabo-verdianos têm sido sacudidos com algumas situações que impelem a uma profunda reflexão sobre este sector para que caso haja coordenadas mal definida não venha o barco bater nos rochedos”, disse.

De entre estas situações está o caso da detenção, desde o mês de Junho de 2020, do empresário colombiano Alex Saab, quando este fazia escala na ilha do Sal.

“Este é um caso que precisa ser devidamente esclarecido a todos os cabo-verdianos e consequentemente à comunidade internacional e acima de tudo aos nossos vizinhos para se evitar possíveis leituras do caso, capazes de prejudicar Cabo Verde, a nossa população”, disse.

António Monteiro que é também presidente da UCID quer entender o processo que culminou nas nomeações do empresário português, Caesar DePaço e esposa para os cargos de cônsules honorários nos Estados Unidos da América, um país que afirma que há muitos patriotas com qualidade técnica e académica.

“Essa situação deixa-nos sem um entendimento necessário. Essa falta de entendimento agudiza-se quando se soube através de uma reportagem publicada por uma televisão estrangeira que um dos cidadãos estrangeiros indicados para assumir essa função é dado como alguém ligado a uma estrutura partidária, cujos valores que defende são completamente contrários aos valores que a maioria dos cabo-verdianos defende”, realçou.

Durante a sua curta intervenção, devido ao pouco tempo disponível, António Monteiro falou ainda das nomeações e exonerações dos embaixadores, sem antes assumirem os cargos, dos atrasos na abertura das embaixadas, salientando que esses problemas se afiguram como sendo uma “situação anómala” passível de “minorar” a imagem do país quer no estrangeiro, quer a nível nacional.

O deputado democrata cristão pediu ainda que o processo de recenseamento nas comunidades seja “acarinhada por todos”, no sentido de permitir que o maior número de cabo-verdianos na diáspora possa recensear e votar nas eleições legislativas marcadas para o dia 18 de Abril.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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