Parlamento: UCID pede ao Governo implementação de medidas que permitam desenvolvimento de São Vicente

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – A UCID pediu hoje ao Governo que implemente medidas que contribuam para o desenvolvimento da ilha de São Vicente, dando enfoque à situação dos transportes aéreos e marítimos.

A deputada Dora Oriana Pires lançou esse repto numa declaração politica da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), referindo que a são várias as questões que vêm dificultando o desenvolvimento económico da ilha.

Começou por dizer que segundo os dados do INE, São Vicente perdeu no ano de 2018 cerca de 2.470 empregos, o que corresponde a uma quebra de -7 % relativamente ao ano de 2017, valor este superior a média nacional que se fixou em -4,3 %.

A UCID avançou que a taxa de desemprego e subemprego se situa à volta dos 27 %, considerando ser um valor “muito elevado”, se se tiver em conta que o subemprego, na sua definição e no valor recebido pelos trabalhadores, “espelha um desemprego encapuçado”.

A deputada da UCID revelou que uma das maiores dificuldades, que entrava o crescimento económico da ilha prende-se com os transportes aéreos e marítimos, até este momento.

Sublinhou que a problemática do transporte aéreo de e para o exterior, tem sido um pesadelo para os operadores económicos e para a população, ajuntando que não se entende como é que vectores desta indústria, que poderiam simplificar e quiçá, colocar a disponibilidade dos sanvicentinos as mesmas possibilidades que as outras Ilhas com aeroportos internacionais, são deixados no esquecimento.

Por outro lado, realçou que não se aceita e nem tão pouco se entende, que noutras partes do território um bilhete de passagem para Portugal, por exemplo, custa 24.000 mil escudos e a partir de São Vicente sejam três a quatro vezes mais.

Apontou também a situação do custo do galão do combustível, que é o dobro, relativamente aos outros aeroportos, apelando ao Governo mecanismos para que a ilha possa ter combustível de avião ao mesmo preço.

“Por isso, não aceitamos a desculpa que o Jet A1 é um produto não tabelado”, defendeu.

Por fim, mencionou que São Vicente pode dar muito mais a Cabo Verde se houver uma política forte de apoio à classe empresarial, voltada para a indústria transformadora, dando todos os instrumentos financeiros e tributários para o efeito.

HR/FP

Inforpress/Fim

 

 

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