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Parlamento: UCID defende “pacto de regime” como garante da qualidade da Educação

Cidade da Praia, 06 Out (Inforpress) – A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) defendeu hoje, no Parlamento, uma “reflexão profunda” em torno da educação e um “pacto de regime” onde, efectivamente, se esteja a apostar na qualidade do sector em Cabo Verde.

Este ponto de vista foi colocado pela deputada da UCID, Zilda Oliveira, na sua intervenção inicial na primeira sessão ordinária de Outubro da Assembleia Nacional, que arrancou hoje, tendo como um dos pontos no projecto da ordem do dia o debate com o ministro da Educação.

A parlamentar da UCID começou por dizer que a educação constitui o principal instrumento de correcção das desigualdades e de progresso de qualquer sociedade e que, sendo assim, sem investimento efectivo na Educação, estar-se-á a hipotecar o futuro do País, pela importância do capital humano para Cabo Verde. 

“Todos estamos cientes de que tem havido um forte investimento, portanto, não podemos deixar de reconhecer a nível da educação, mas ainda é um sector deficitário”, pontuou.

Prosseguindo, Zilda Oliveira acrescentou que no quadro da pandemia da covid-19, pelas estratégias e medidas adoptadas de correcção, sendo elas a redução da carga horária de aulas presenciais, as aulas à distância, ao contrário do muito preconizado, “deixou muitos alunos para trás” e “irá continuar a deixar” se continuar a colocar a estatística e os números à frente da qualidade da Educação. 

“Relembramos que o sistema educacional de qualidade é aquele em que todas as crianças e adolescentes, além de terem acesso às escolas não percam tempo com repetências e abandono precoce dos estudos, mas em que, principalmente, aprendam. Será que isto está a acontecer com as nossas crianças e adolescentes?”, acrescentou.

Zilda Oliveira afirmou ainda que se está sistematicamente a implementar reformas, muitas vezes sem avaliação dos resultados alcançados, “para não dizer, muitas vezes, sem ouvir os professores, os principais actores das reformas”. 

“O conceito de qualidade do sistema educativo, não obstante a divergência que possa existir à volta da definição, remete sempre para um juízo de valor que remete para a noção de excelência e de mérito. Nós não estamos a apostar no mérito e na excelência dos nossos alunos”, denunciou.  

Zilda Oliveira defendeu ainda que todos devem ser alvos de análise e de “reflexão profunda”, se, efectivamente, se pretende a qualidade, acrescentando também que é “fundamental” a reflexão acerca da qualidade da educação e dizer que há muito que a UCID defende um “pacto do regime”.

“Nós temos vindo a implementar reformas sobre reformas, então há a necessidade de se fazer um pacto para 20, 30, 40, 50 anos, mas onde efectivamente nós estaremos a apostar na qualidade da educação”, finalizou. 

GSF/HF

Inforpress/Fim 

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