Parlamento: PM nega que aumento dos preços dos produtos tenha sido “acto deliberado” do Governo”

Cidade da Praia, 24 Fev (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que não é acto deliberado de nenhum governo fazer aumento de preços, relembrando que o País e o mundo estão a passar por uma das maiores crises económicas de sempre.

O chefe do Governo de Cabo Verde fez esta observação durante o debate com o primeiro-ministro sobre “O papel do Estado na mitigação da crise económica e social e o seu impacto na vida das famílias e empresas”, solicitado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), nesta segunda sessão plenária de Fevereiro, que acontece de 23 a 25.

“Não é nenhum acto deliberado de nenhum governo fazer aumento de preços”, começou por dizer Ulisses Correia e Silva numa intervenção seguida do líder da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), João Baptista Pereira, quem disse que o aumento generalizado de preços que se verifica no País deriva de medidas tomadas pelo Governo.

Para este governante, é preciso ter em conta também que há um conjunto de preços de produtos cuja definição do preço final de venda é livre há muito tempo em Cabo Verde, sendo exemplo o pão que, conforme disse, deixou de ser regulado desde 2006.

“É claro que estas tensões são consequências da crise da pandemia da covid-19 e uma série de coisas que aconteceram em termos de consequências. É preciso ter em conta que ainda nos encontramos num quadro de tensão muito alto. Esta guerra que está a ser despoletada na Ucrânia poderá ter impactos económicos e sociais graves no mundo e poderá vir a atingir Cabo Verde, nomeadamente na questão de preços”, continuou.

Ainda nas suas declarações, Ulisses Correia e Silva afirmou que o Governo que lidera se deparou em 2017, 2018 e 2019 com uma situação de “crise grave” ao nível de secas severas e deu respostas “com impacto”.

“Não foi dito nunca que não há nada a fazer. Fizemos e os agricultores, criadores de animais e famílias rurais sentiram o impacto das intervenções do Governo naquela altura. Deparamos também com a covid-19, que é uma das maiores crises mundiais, foi protegida a saúde, a vida, empresas, rendimentos, famílias, com medidas de impacto que se não tivéssemos adoptado estaríamos numa situação catastrófica”, complementou, afirmando ainda que “num país com muitas vulnerabilidades” o Estado interveio.

Ulisses Correia e Silva relembrou, entretanto, que o País ainda está a líder com uma pandemia e que também está a sofrer com as consequências da seca, mas que estão em curso programas de mitigação e que há uma programação até 2026 do que vai ser investido no fundo de ambiente e no fundo do turismo para ter impacto em todos os concelhos, não só para serem mais resilientes, mas para que se crie empregos e rendimento nas zonas rurais e em todos os concelhos do País.

Para esta segunda sessão plenária de Fevereiro, os deputados ainda têm na agenda a aprovação de projectos e propostas de resolução que constitui uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que designa as presidências e vice-presidências das redes parlamentares e que aprova, para adesão, o Protocolo de Arusha relativo à Protecção das Novas Variedades de Plantas, adoptadas na Tanzânia, (Arusha), a 06 de Julho de 2015.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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