Parlamento: Partidos divergem opiniões sobre relatório das medidas adoptadas durante períodos emergenciais

Cidade da Praia, 09 Jul (Inforpress) – Os partidos políticos divergiram hoje opiniões sobre o relatório das medidas adotadas pelo Governo, durante os períodos em que vigoraram o estado de emergência em Cabo Verde, em debate no Parlamento.

A deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Janira Hopffer Almada, começou por registrar a ausência no Parlamento do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, no momento em que se vai discutir o relatório das medidas implementadas pelo executivo.

Segundo a também presidente do PAICV, a conduta do chefe de Governo não é nova, explicando que Ulisses Correia e Silva sempre está disponível para aparecer em momentos que considera de glória, mas, no entanto, em momentos que podem tirar o brilho quando a avaliação não é positiva, não tem coragem de enfrentar a realidade e defender sua posição.

Conforme a líder ‘tambarina’, nas medidas sociais foram destinados apenas 85 mil contos para assistência alimentar, que abarca cerca 158 mil pessoas, o que se traduz num momentânea de 550 escudos para cada pessoa.

Considerando esse montante insuficiente, o PAICV agradeceu a diáspora e às organizações da sociedade civil que acudiram a centenas de milhares de cabo-verdianos que ficaram em situação complicada.

Por outro lado, Janira Hopffer Almada estranhou o facto do Governo ter resistido tanto tempo na generalização de usos de máscaras e depois a gratuitidade e a disponibilização das mesmas às camadas mais vulneráveis da população.

Já o deputado do Movimento para a Democracia (MpD, poder) Luís Alves disse que o foi chefe do Governo a impulsionar toda a reforma do regimento do Parlamento e é ele o primeiro-ministro que mais foi à Casa Magna.

Ajuntou que o mais importante nesta luta, definida pelo executivo, além de proteger a vida foi a protecção pelo rendimento das famílias e a sobrevivência da classe empresarial nacional.

Realçou que o Governo tem acertado na tomada de medidas de prevenção sanitária e protecção da vida das pessoas com resultado evidentes e transparente à vista de todos.

Para a protecção das famílias, fez saber Luís Alves, foi disponibilizado um valor aproximado 202 mil contos no âmbito do rendimento solidário que foram direccionados para trabalhadores de conta própria, do regime não contributivo.

O deputado lembrou que antes da covid-19, o país estava a crescer a seis por cento a nível do Produto Interno Bruto (PIB) e a previsão para 2020 era de 2011 milhões de contos, contrariadas, entretanto, pela pandemia.

Por sua vez, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática UCID – oposição), pela voz da deputada Dória Oriana, homenageou primeiramente a todos que estão na linha da frente, nomeadamente os profissionais da saúde e da protecção social.

Por outro lado, disse esperar que o debate sirva de esclarecimentos a todas as situações, assim como dará oportunidade de questionar tudo aquilo que os deputados têm dúvida.

HR/CP

Inforpress/Fim

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