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Parlamento Pan-africano defende nova abordagem para um serviço de vacinação integrada em África

Cidade da Praia, 05 Ago (Inforpress) – O presidente da Comissão de Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais do Parlamento Pan-Africano, o deputado Aurélien Zingas, defendeu hoje, na cidade da Praia, a necessidade de se adoptar uma nova abordagem para um serviço de vacinação integrada em África.

O deputado Zingas que falava na abertura da reunião descentralizada do Parlamento Pan-Africano e da 3ª Cimeira Africana sobre a Tuberculose, a decorrer na capital cabo-verdiana disse que a vacinação é uma das intervenções mais rentáveis no que se refere à saúde pública, tendo ao longo dos anos permitido salvar milhares de vidas humanas.

“Muitas doenças podem ser evitadas graças à existência de mais de 20 vacinas muito eficazes. Essas vacinas eficazes foram igualmente aperfeiçoadas para lutar contra doenças infecciosas tais como a cólera, tifoide, paludismo e doenças por vírus de ébola”, frisou.

Contudo, Aurélien Zingas adiantou que o grande desafio, e que precisa ser ultrapassado, tem que ver com a garantia de acesso a todos a essas vacinas como forma de prevenir mortes.

Neste sentido indicou que é preciso encontrar formas de conseguir vacinar as populações isoladas a nível geográfico e social, as pessoas deslocadas e os migrantes assim como as populações afectadas pelos conflitos, instabilidade política e as catástrofes naturais, bem como para colmatar os problemas levantados pelas desconfianças nalgumas localidades relativamente à vacinação.

“É necessário termos uma nova abordagem para chegar aos grupos de população para além dos recém-nascidos e conseguir fornecer um serviço de vacinação integrada, assim como outros serviços de saúde centrados nos indivíduos no que se refere aos cuidados de saúde primários para conseguir uma cobertura sanitária universal”, sustentou.

E para ultrapassar esses desafios defende que vai ser necessário o compromisso e contributo de muitos actores, nomeadamente dos governos nacionais, das organizações internacionais, dos parceiros para o desenvolvimento, das organizações regionais, assim como das organizações da sociedade civil para que até 2030 possam existir novas vacinas e assim intervir contra as principais causas de mortalidade.

O presidente da Comissão de Saúde, Trabalho e Assuntos Sociais do Parlamento Pan-Africano lembrou que o Parlamento Africano adoptou em 2018 e 2019 resoluções para criação dos grupos de parlamentares africanos contra a tuberculose e o grupo dos parlamentares africanos a favor da vacinação.

Agora, segundo indicou, com apoio do grupo contra tuberculose estão a ser criados grupos ao nível dos parlamentos nacionais para que todos os parlamentares possam apropriar-se dessa questão.

Ademais indicou que há também um trabalho semelhante que está a ser levado a cabo com a OMS – Escritório da África, para a criação e implementação de grupos a favor da vacinação no seio dos parlamentos nacionais.

Ao logo da semana os deputados do Parlamento Pan-Africano, que é o órgão legislativa da União Africana, vão estar reunidos na cidade da Praia para analisar as estratégias, os programas e assuntos relacionados com a cooperação regional e internacional na planificação de estratégia e implementação de políticas e programas nos domínios de desenvolvimento social, saúde e promoção da igualdade de género visando melhorar a qualidade de vida dos povos africanos.

Estão presentes nesse encontro os deputados do parlamento Pan-Africana dos 34 países, representantes do grupo parlamentar africano da luta contra tuberculose, da OMS, do Fundo Global, da Unicef, da NEPAD, da Aliança Africana das pessoas com deficiência, e da sociedade civil.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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