Parlamento: PAICV pede maior sensibilidade ao Governo para com as famílias que sofrem com a falta de chuva

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – O PAICV pediu hoje ao Governo maior sensibilidade na resolução dos problemas relacionados à mitigação da seca, com que as famílias do meio rural vêm se deparando nos últimos anos.

A deputada Vera Almeida, que apresentava a declaração política do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-opoisção), afirmou que entrando no quarto ano de governação da maioria aumentam as preocupações e ansiedades perante um quadro em que as “respostas tardam e as soluções escasseiam”.

Conforme avançou, o maior partido da oposição tem levado ao parlamento a situação por que passam as pessoas do campo no país, tendo a ilha de Santo Antão merecido principal destaque.

Referiu a mesma fonte que não se pode culpar o Governo pela falta de chuva, mas também “não se pode silenciar”, nem passar por cima de “tamanha insensibilidade do Executivo” em reação à situação das famílias do campo neste “momento tão complicado”.

Avançou que o Governo “menospreza” mais um ano de seca e propôs um montante de 566 mil contos para vigorar de Janeiro a Setembro de 2019, mas que até agora, “sem efeito”.

Da mesma forma, Vera Almeida sublinhou que para a criação do serviço público, o Governo atribui apenas 45 mil contos a Santo Antão, sendo 36 mil contos para Porto Novo, sete mil contos para Ribeira Grande e apenas dois mil para Paul, considerando ser “um total desconhecimento da realidade da ilha e da situação a que se encontra”.

“Nós enquanto deputados, temos o papel de informar, denunciar e fazer ouvir os lamentos do povo, que se desespera por respostas que não chegam”, apontou.

Nesta linha, revelou que há um forte despovoamento da ilha, fruto do fenómeno migratório para os centros urbanos, e que ganha uma “expressão jamais vista”, tornando mais pobre o mundo rural, por falta de alternativas para fixação dos jovens.

Para a deputada, nestas circunstâncias, “de nada valerá” falar à população do crescimento económico e de que o país está a melhorar, pois, “esta retórica não causa impacto nenhum”, nem no rendimento, nem na melhoria da sua condição de vida.

“A situação é de total falhanço no plano de mitigação da seca e de total abandono do mundo rural, sem investimento no sector primário, concretamente na agricultura, principal fonte das famílias rurais”, defendeu.

Aproveitou ainda para apelar ao primeiro-ministro que visite a ilha de Santo Antão e, à semelhança dos outros líderes políticos, que ausculte a população e responda às inquietações que são levantadas.

HR/ZS

Inforpress/Fim

 

 

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