Parlamento: PAICV defende estratégia digital nacional como instrumento de orientação ao Governo

Cidade da Praia, 17 Dez (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) defendeu hoje a necessidade de uma estratégia digital nacional como instrumento que oriente as acções do Governo, estimulando o desenvolvimento de serviços, produtos e aplicações inovadores.

A intervenção do PAICV foi feita pelo líder da bancada, João Baptista Pereira, na abertura do debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre a transformação e economia digital.

Segundo apontou, o País avançou significativamente a nível da digitalização na Administração Pública em Cabo Verde, tendo informatizado os registos civis, a segurança social, o sistema de transportes rodoviários, o sistema eleitoral, que, indubitavelmente, veio emprestar maior credibilidade ao nosso processo eleitoral.

“Contudo, falta neste momento audácia para darmos o salto seguinte. Torna-se necessária a substituição do atendimento pessoal por atendimento digital”, disse.

No seu entender, é preciso aproveitar a transição tecnológica para fazer evoluir o sistema de Saúde em Cabo Verde, através da codificação internacional das doenças e da capitalização das teleconsultas.

“Neste quesito, preocupa-nos a tendência no sentido da transformação da Casa do Cidadão num mero gabinete de serviços, invertendo os objectivos que presidiram à sua criação”, explicou.

Na mesma linha, indicou que com uma mudança da filosofia, a partir de 2016, o NOSi estagnou-se sob pretexto de se dar lugar ao sector privado. Para João Baptista Pereira está-se diante de uma medida claramente desacertada que deve, por isso, ser repensada.

A nível do sector financeiro, ressalvou, não obstante os elevados níveis de liquidez, parece faltar as ferramentas ou instrumentos necessários para induzir investimentos em empresas start-up e empresas inovadoras.

De acordo com o parlamentar, o grande desafio dentro do ecossistema é que o Governo parece colocar demasiado ênfase na criação de empresas, descurando o seu acompanhamento e apoio após o lançamento.

“Na verdade, muito poucas são as empresas cabo-verdianas que foram capazes de prestar serviços fora de Cabo Verde e raras são as empresas cabo-verdianas com plataformas comercializadas fora de Cabo Verde”, salientou.

Por fim, exortou o Governo a aplicar a lei, no sentido de proporcionar às empresas locais a oportunidade de testar e aperfeiçoar os seus produtos, bem como de obter os rendimentos necessários para crescer e competir nos mercados internacionais.

HR/HF

Inforpress/Fim

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