Parlamento: PAICV critica Governo por “falta de políticas públicas” para a Diáspora cabo-verdiana

Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) criticou hoje o Governo por falhas na formulação de políticas públicas para as comunidades cabo-verdianas emigradas, defendo uma “clara descontinuidade” do Estado.

A posição do PAICV foi defendida pelo deputado Francisco Pereira, na abertura do debate parlamentar com o ministro das Comunidades, Jorge Santos, apontando que de 2016 a esta parte, verificou-se um “paradoxo gritante” e uma linha discursiva que não passa de “mimetismo e da retórica simplista”, sem respaldo no empoderamento e da integração plena da Diáspora.

“O Governo do MpD tem falhado na formulação de políticas públicas para as nossas comunidades emigradas. Houve uma clara descontinuidade do Estado”, assinalou, indicando “ausência de definição” do posicionamento do executivo, no sentido de encarar a diáspora como um agente e parceiro estratégico para o desenvolvimento de Cabo Verde.

No seu entender, o Governo “não consegue valorizar e materializar” a dimensão estratégica da emigração, tanto que o próprio Ministério das Comunidades “foi criado na calada da noite”, com o “fito de resolver os problemas internos do MpD”, do que propriamente para responder os reais anseios dos emigrantes e dos seus descendentes.

Segundo defendeu, Cabo Verde depara com graves problemas”, mormente os de ligação de transportes aéreo, aliado ao “elevado custo de passagem”, assim como persiste a “complexa situação” do desembaraço alfandegário dos bens e das encomendas dos emigrantes.

“Persiste-se a fraca capacidade de operacionalização das condições do investimento emigrante, não há uma visão clara sobre o enquadramento legal e institucional para melhor aproveitamento dos quadros altamente qualificados e de investidores da nossa diáspora “, afirmou.

Para o deputado, o executivo falha ainda nos propósitos e tem pretensões que não se convergem com a prática governativa e com a perceção e o sentimento das pessoas.

Neste sentido, frisou, o País clama por uma nova arte de governar, que envolva todas as instituições da República, de modo a dinamizar mais a diáspora e optimizando o “enorme potencial” da emigração.

HR/CP

Inforpress/Fim

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