Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Parlamento: Oposição diz que há famílias com dificuldades, MpD afirma que políticas para famílias são pilares da governação

Mindelo, 25 Nov (Inforpress) – O MpD (no poder) disse hoje no Parlamento que as políticas para famílias são um dos pilares da governação, mas que foram afectadas pela covid-19, tendo a oposição (PAICV e UCID) garantido que as famílias enfrentam dificuldades.

O debate no Parlamento sobre “Políticas de Família e de Inclusão Social e Produtiva”, acontece a pedido do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), tendo a deputada do grupo parlamentar do Partido Africando da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, pedido aos cabo-verdianos que “analisem a verdade” sobre a situação das famílias “desprendidos de espíritos partidários”.

Janira Hopffer Almada questionou se “será possível falar de melhores condições de vida das famílias cabo-verdianas se elas têm hoje maiores dificuldades no acesso à saúde”, questionando, se se “poderá dizer que as famílias estão a viver melhor” quando “durante quatro anos e com seis Orçamentos de Estado aprovados foi garantida uma única actualização salarial de 2.2 por cento (%), para apenas 8% dos funcionários públicos.

“Como assumir que as famílias cabo-verdianas estão a viver melhor quando temos ilhas com um único voo por semana e o transporte marítimo, apesar do apoio do Estado, passa por sérias dificuldades”, criticou, trazendo à baila que os “problemas de abastecimento de água e frequentes cortes de energia” na Cidade da Praia, acrescentando ainda que “não foi gerado empregos e há cada vez mais cabo-verdianos sem rendimento”.

“Ao invés disso se postou numa gestão corrente e num crescimento quase estribado nos impostos e na pressão sobre as pequenas e médias empresas, aliadas à uma publicidade que não traduzia a realidade”, afirmou.

Por sua vez, a líder do grupo parlamentar que sustenta o Governo (MpD), garantiu que “as Políticas de Família e de Inclusão Social e Produtiva são pilares fundamentais que caracterizam o programa de governação do MpD mas, justificou, foram “fortemente atingidas com a tempestade da covid-19”.

Para Joana Rosa, esta situação “tem colocado o mundo e o País em apuros” e “faz de 2020 um ano negro na história da humanidade”, por isso, questionou “como o vírus tem afectado os cabo-verdianos, se tudo continuou na mesma e quantas pessoas já morreram em Cabo Verde”, lembrando que “além dos efeitos nefastas na saúde das pessoas, que há consequências drásticas que Cabo Verde e o mundo tem enfrentado”.

“Mudamos a filosofia da governação que antes estava centrada, no assistencialismo, que não reduziu a pobreza e, pelo contrário, fez aumentar a pobreza, aumentou o desemprego, incentivou o êxodo rural, originou convulsões sociais, com greves e manifestações”, defendeu.

A mesma lembrou que o Governo aumentou o número de pensionistas idosos e incapacitados, aumentou a pensão social de velhice de cinco para seis mil escudos, duplicou a pensão social na diáspora e massificou   a formação profissional entre outras medias.

Quem interveio também foi o deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, minutos depois de ter sido cortado à palavra pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, com a justificativa de que “o seu mandato foi suspenso porque é vereador em São Vicente”.

Para António Monteiro, “há pessoas a passar para grandes dificuldades” e pediu a “intervenção do Governo”, reconhecendo que todos os governos têm feito um esforço enorme de apoiar as famílias cabo-verdianas, mas, infelizmente continua-se “muito aquém de atingir a felicidade o rendimento que as famílias tanto precisam para sentirem-se felizes”.

Uma situação que, segundo António Monteiro se “agudizou com a crise da covid-19”, pelo que defendeu que “o Governo deveria agir de forma mais profunda para que as pessoas pudessem ter os rendimentos necessários e viver tranquilamente crise”.

“Há famílias que, infelizmente, não conseguem ter uma vida tranquila, não conseguem ter uma refeição em cima da mesa e outros que, tendo quando uma refeição, comem uma massa, espaguete fervido com um grão de alho, porque não têm nada para por nessa refeição”, declarou o líder da bancada da UCID.

CD/DR

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos