Parlamento: MpD enaltece melhorias de Cabo Verde no índice de corrupção em declaração política

Cidade da Praia,31 Jan (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MPD – oposição) enalteceu hoje no Parlamento a melhoria de Cabo Verde no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional (TI), que coloca o país na posição mais bem classificada na África Subsaariana.

Em representação do grupo parlamentar do MpD, o deputado Emanuel Barbosa, eleito pelo círculo de Europa e resto do mundo defendeu que Cabo Verde está de parabéns e que os cabo-verdianos devem orgulhar-se do actual Governo de Ulisses Correia e Silva porque foi com ele que se melhorou o índice de corrupção.

O político destacou que das 180 nações analisadas, Cabo Verde “faz orgulhosamente parte de um restrito grupo” de um terço de países que conseguiram melhorar as suas pontuações face ao estudo anterior.

“Subimos num só ano três lugares passando da 48ª posição para a 45ª posição a nível mundial. O nosso orgulho deve ser redobrado”, enfatizou Emanuel Barbosa, recordando que em sete anos, apenas uma vintena de países consegui melhorias significativas nas suas pontuações.

“Esta honrosa subida de três posições, numa matéria que pela sua relevância, está de uma forma generalizada na agenda e na prioridade de um Estado de Direito democrático, deve convocar-nos para uma profunda reflexão”, afirmou questionando “as razões por detrás desta melhoria” e as razões da oposição de “estar sempre em contramão, acusando o Governo de má gestão da coisa pública colocando em cheque a imagem do Governo.”

Por sua vez a deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, posição), Filomena Martins, manifestou-se estupefacta com as declarações do eleito do MpD. Isto porque, segundo a mesma, dizer que o país melhorou no ranking da corrupção não é falácia, porque em 2015 Cabo Verde já era o melhor país em África.

“Durante os dois últimos anos da governação do MPD o ranking de corrupção só tem aumentado em Cabo Verde, o que aconteceu este ano é que ouve uma ligeira melhoria em relação ao ano passado da governação do MpD”, contestou, garantindo que “o ranking da corrupção durante os dois anos do Governo do MpD tem sido sempre muito superior aos 15 anos do PAICV.”

Para Filomena Vieira tal facto se explica por causa da “inexistência dos concursos públicos”, do “sufoco feito a instituições nomeadamente ARAP, do escândalo de lacticínios, do cerceamento da liberdade à Comunicação Social, da tentativa de se silenciar instituições públicas para não dar informações à oposição, dos concursos públicos, nomeadamente o concurso de linhas marítimas inter-ilhas”, entre outros.

A União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), lembrou que a corrupção custa à volta de 150 bilhões de dólares por ano à África e afecta, sobretudo os países mais pobres.

Por isso, perguntou porque é que Cabo Verde tem que se comparar com os países mais corruptos ao invés de se comparar com os menos corruptos e desafiou uma sindicância do Governo em todas as câmaras municipais do país e nos institutos públicos para ver o índice da corrupção interna.

“Desafiamos o Governo a fazer um exercício em todas as câmaras municipais do país e no próprio Governo para nós podermos apurar o índice de corrupção interna que nós temos aqui em Cabo Verde, porque do nosso ponto de vista não é assim fraco como disse o colega do MpD”, incitou o deputado da UCID.

Ainda durante esta manha o Parlamento fez um voto de pesar e um minuto de silêncio por causa da tragédia da Barragem de Brumadinho, no Brasil, que rompeu e ceifou vidas em Minas Gerais, e devido ao tornado que atingiu Cuba.

Para além disso houve outras intervenções no período de questões gerais relativas ao mau ano agrícola e ao caso dos confrontos envolvendo moradores do bairro de Jamaica, no distrito de Lisboa, entre eles emigrantes cabo-verdianos, e a Polícia de Segurança Publica (PSP).

CD/FP

Inforpress/Fim

 

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