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Parlamento: MpD elogia novo modelo de governação e nova abordagem do exercício do poder

Cidade da Praia, Mar (Inforpress) – O Movimento para Democracia (MpD, poder) afirmou hoje no parlamento que “são visíveis o novo modelo de governação” e a “nova abordagem” do exercício do poder nestes três anos de governação de Cabo Verde.

Esta ideia foi defendida pelo deputado do MpD, João Gomes, numa declaração política no período de questões gerais.

Segundo o eleito, nos três anos de governação e no relacionamento entre os poderes central e local “todos assistiram” a uma “mudança radical de atitude”, particularmente nos últimos anos passando para um relacionamento de “abertura, complementaridade e subsidiariedade”.

Para João Gomes, o actual poder “rompe” com a posição do Governo anterior, caracterizada pela “centralização e polarização do poder, crispação, desconfiança,  discricionariedade,  disputa de protagonismo, atentado à autonomia municipal, retrocesso na descentralização e sufoco financeiro”, que causou “prejuízos para o país e para os cidadãos”.

Destacou que, por causa disso, no domínio social, o Governo suportado pelo MpD assume-se “de combate ao assistencialismo” e de “aposta clara na adopção de medidas” com impacto positivo nas famílias ao nível dos rendimentos, da inclusão social, da educação e da saúde.

“Destacamos o aumento da massa salarial da Administração Publica, prevista em 2,8 milhões de contos para a legislatura, a regularização das obrigações contratuais do Estado, que agora são respeitadas, designadamente as promoções progressões e reclassificações e a implementação dos quadros privativos beneficiando, professores, policias, médicos, enfermeiros, diplomatas cozinheiras da Ficase”, exemplificou João Gomes.

Para além disso, lembrou que o actual Executivo fez o aumento salarial de 2,2 por cento (%) para o Quadro Comum da Função Pública, elevou o salário mínimo de 11 para 13 mil escudos, aumentou as pensões do Regime Contributivo e Não Contributivo, aumentou a pensão social mínima de cinco para seis mil escudos, duplicou a pensão de solidariedade às comunidades cabo-verdianas em África e implementou o rendimento social da inclusão.

Reagindo à declaração política, o deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), João do Carmo Brito, começou por lembrar os compromissos que Ulisses Correia e Silva assumiu com os cabo-verdianos, em Março de 2016, altura das eleições.

“Vamos fazer a economia de Cabo Verde crescer em média 7,1 % ao ano no próximo mandato, criar 45 mil postos de trabalho dignos para empregar todos os jovens deste país, queremos assinar compromissos com todas as classes trabalhadoras deste país e resolver todos os problemas laborais. Vamos resolver todos os problemas dos transportes aéreos, dotando o país de cinco aviões Boeing em 2018 e 11 Boeing em 2021. Vamos equipar todos os aeroportos de Cabo Verde para que possam receber voos em qualquer circunstância de tempo, vamos resolver todos os problemas deste país”, recordou João do Carmo.

Foram essas promessas que, na óptica deste deputado, fizeram com que “muita gente votasse no MpD”.

Mas, João do Carmo advertiu que “o jovem licenciado e que já tinha quatro anos à procura de emprego e que votou em Ulisses Correia e Silva está à espera das eleições de 2021”.

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), António Monteiro, por seu lado, asseverou que os governos são eleitos para resolverem os problemas da população e que “não é favor algum” quando um politico faz algo de bom, pois é isso que tem “a obrigação de fazer”.

No entanto, reconheceu que o Governo do MpD conseguiu “trazer alguma esperança” ao povo, apesar de afirmar que, por altura das eleições, “a fasquia foi colocada tão alta” que “a esperança da lufada de ar fresco está muito tímida.”

“É só vermos para aquilo que se passa com famílias em Tarrafal de Santiago que vivem ao relento, isto é, casas sem tecto.   Se forem à Rincão verão como as mulheres e os jovens estão a viver sem dignidade. Se forem à São Vicente na lixeira de Ribeira de Julião há cerca de 100 pessoas a viverem do lixo”, disse António Monteiro, para quem “não se deve bater palmas” porque os feitos conseguidos “são uma obrigação” dos políticos e deste Governo.

CD/AA

Inforpress/Fim

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