Parlamento: MpD contesta postura do PAICV quanto às críticas sobre a diplomacia nacional

Cidade da Praia, 27 Jan (Inforpress) –  A líder da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, poder), Joana Rosa, contestou hoje a postura do maior partido da oposição quanto às críticas sobre a existência de falhas na diplomacia nacional.

Joana Rosa fez esta intervenção na abertura do debate parlamentar, com o tema política externa cabo-verdiana, proposto pela União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID – oposição), despoletado na sequência das últimas notícias acerca da nomeação do cônsul de Cabo Verde na Flórida e que resultaram na demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano.

Conforme apontou, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) fala em falhas na política externa, e elenca o caso do cônsul honorário na Flórida, Estados Unidos da América, e a presidência da CEDEAO como se a política externa se resumisse na nomeação de cônsules honorários ou a presidência de organizações.

Entretanto, referiu, o Governo tem vindo a intensificar a política externa do País, alcançado respeito, marcando posições no cenário internacional e tem sido voz credível, “contrariamente à tese dos falsos profetas”.

Sobre o caso, indicou, o cônsul nomeado na Flórida foi feito com “todos os procedimentos legais”, mas, assinalou, “o caricato” é o maior partido da oposição não saber que os cônsules honorários no ordenamento jurídico de Cabo Verde não têm funções consulares, não recebem vencimento pago pelo Estado e muito menos trabalham com a comunidade cabo-verdiana emigrada.

“São promotores de negócios, mobilizadores de investimentos externos o que enquadra numa nova filosofia deste Governo quanto à política externa, a chamada diplomacia económica”, afiançou.

Reiterou que os partidos da oposição devem poder ter “mecanismos de exercer o controlo político” das acções governamentais, mas, “não devem” abdicar-se de princípios democráticos, colocando a imagem do País em causa e “tentando criar redemoinhos”.

Asseverou ainda que o programa do Executivo propôs um “novo paradigma” para política externa, entendendo que o sector deve estar em sintonia com as aspirações nacionais, considerando a preservação da soberania nacional.

Segundo Joana Rosa, Cabo Verde é respeitado graças ao esforço da diplomacia e políticas implementadas pelo Governo e do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que tudo tem feito com transparência e sentido de Estado para que o país pudesse mobilizar mais recursos e investimentos para o seu desenvolvimento.

HR/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos