Parlamento: MpD acusa PAICV de levantar suspeições de que o actual Governo é “corrupto e intransparente”

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – O vice-presidente da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, poder) acusou hoje o PAICV (oposição) de levantar suspeições de que o Governo é “corrupto e intransparente” e apelado ao respeito pelas instituições do Estado.

O deputado Euclides Silva fez essas acusações durante o debate na segunda sessão plenária de Novembro, que tem como tema “A transparência como factor de desenvolvimento”, proposto pelo grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), que se iniciou hoje, na Cidade da Praia.

“O PAICV tenta a todo o custo empolar este tema, correr atrás de casos, levantar suspeições na vã tentativa de vender a ideia que estamos perante um Governo corrupto e, perante todas as evidências este PAICV apresenta, sim, falida de ideias e não demonstra ser alternativa para o País”, declarou.

Para Euclides Silva, quem na verdade “carrega nas costas o rasto de má gestão e de intransparência é o próprio PAICV”, que nos seus “15 longos e penosos” anos de governação registou “inúmeros casos de corrupção” vindos a públicos.

Realçou, no entanto, que Cabo Verde se encontra neste momento, depois de ter enfrentado com “muita dignidade a maior crise pós-independência”, a viver um momento “ainda mais desafiante” com a situação da guerra na Ucrânia, pela via da inflação, pelo aumento dos preços dos combustíveis, eletricidade e produtos alimentares.

Não obstante esta situação, reconheceu, Cabo Verde tem granjeado esforços no sentido de relançar a economia, reequilibrar as finanças públicas, consolidar a redução da dívida pública, continuar a restaurar os danos econômicos desastrosos.

Considerou que cada vez mais é necessário que quer os políticos e os gestores públicos, quer os cidadãos, tenham em atenção a importância que os bens e recursos públicos detêm pela sua especial característica de serem públicos.

“Quer isto dizer que os gestores públicos têm de administrar os recursos públicos de forma eficiente, eficaz, equitativa e transparente. Por seu turno, os cidadãos deverão sentir-se informados, confiantes e conscientes do direito que detêm no que concerne às práticas e uso dos recursos públicos por parte de quem tem a capacidade de os administrar”, declarou, salientando que desde 2016 a esta parte o Governo tem pautado as suas ações no sentido de tornar as suas ações mais visível e transparente.

Defendeu ser de “suma importância”, a manutenção de uma relação de confiança no seio da sociedade cabo-verdiana e dos parceiros internacionais, que, ao seu ver, só poderá ser possível quando os políticos, os partidos políticos e as instituições do Estado “manterem e reforçarem” a credibilidade, a eficiência e a eficácia nas contas públicas, e o próprio respeito contínuo e em todos os momentos ao Estado de Direito Democrático.

Destacou ainda as medidas e reformas adoptadas pelo Governo na promoção da transparência e combate à corrupção em Cabo Verde.

“Os processos de privatizações e de concessões são realizados nos termos da lei. Cabo Verde está hoje melhor dotado de instrumentos de transparência fiscal e financeira importantes para o ambiente de negócios e para a confiança dos mercados e dos parceiros internacionais”, apontou.

Euclides Silva defendeu neste sentido que é preciso, por isso, que se elabore um discurso político sério que credibilize a classe política e as Instituições da República, haver respeito pelas as instituições de ‘accountability’, “respeitados e bem cotados” por entidades supranacionais que, concluiu, tem feito para a valorização dos nossos índices de governança e transparência que orgulha a todos os cabo-verdianos.

 

CM/AA

Inforpress/Fim

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