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Parlamento: Governo nega ter metido 100 mil contos na CVA

Cidade da Praia, 11 Nov (Inforpress) – O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou hoje que é falso que o Governo “está a meter 100 mil contos” na Cabo Verde Airlines (CVA), como o PAICV e sua líder “estão a fazer crer”.

Fernando Elísio Freire, que intervinha hoje no período das questões gerais, após uma declaração política e acesos debates à volta da CVA, explicou que o aval foi uma garantia para a empresa poder ter acesso a financiamento bancário e pagar salários, devido à quebra de actividades, por causa da covid-19.

“O PAICV e sua líder querem que Governo não faça a garantia e a empresa não pague os salários. Quer o povo na rua a manifestar-se contra o Governo e trabalhadores com dificuldades em casa”, disse, questionando Janira Hoppfer Almada se enquanto líder partidária entende que o Governo não devia dar garantias para pagar salários numa empresa onde é dono de 49% das acções.

“É desumano e antipatriótico não dar aval para um empréstimo deste”, realçou.

Segundo Fernando Elísio Freire, os TACV encontravam-se “num bom caminho, com maior número de passageiros e de rotas”, colocando Cabo Verde “no centro de um grande gateway” na sub-região africana, com “mais aviões a circularem e mais turistas a visitarem o País”.

“Portanto já havia uma solução delineada que veio a ser atrasada pela pandemia da covid-19”, justificou, acusando o PAICV de fazer oposição em boatos.

O que o Governo fez, salientou o ministro, está de acordo com aquilo que está a ser feito em vários países do mundo, que lutam para salvar as suas companhias no período de crise.

“Quando a Lufthansa, da Alemanha, maior economia europeia, quando a United, pertencente a um país como Estados Unidos de Américo, ou a TAP, pertencente à Portugal entram em falência, o seu governo intervém para defender os postos de trabalho. Em Cabo Verde a líder da oposição é contra porque quer ver estas famílias em dificuldades para poder fazer campanha contra o Governo”, disse.

Fernando Elísio Freire afirmou que o Governo tinha e tem uma solução para a CVA, sendo que o foco deste momento é de vencer a covid-19 e continuar a desenvolver-se com foco nos cabo-verdianos.

Em reacção, a deputada e líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, classificou de populista as declarações do ministro e disse que, em vez de estar a acusá-la, o Governo devia criar as condições para que os trabalhadores da CVA não continuem a receber de dois em dois meses.

“Mais importante do que estar a atacar a deputada Janira Hoppfer Almada é assumir o mandato que o povo lhe deu com responsabilidade, com verdade, e sobretudo colocando os interesses do país em primeiro lugar”, declarou a mesma fonte.

Antes, o deputado Julião Varela, do PAICV, tinha sublinhado que os avales aos CVA não iniciaram com a covid-19.

“É totalmente inverdade que os avales se devam à covid-19. Na verdade em 2017 o Governo já tinha concedido um aval de 1,4 milhões de contos, em 2018 cinco milhões contos, mais 4,2 milhões de contos em 2019, em 2020 mais 2,9 milhões de contos e neste momento os avales já ultrapassam os 12 milhões de contos”, precisou o deputado do PAICV.

O período de questões gerais terminou com uma intervenção do líder parlamentar do PAICV, Rui Semedo, a questionar pelo paradeiro dos 48 mil contos, da venda dos TACV, e o ministro a afirmar que não pode pronunciar-se sobre algo que não existe.

MJB/AA

Inforpress/Fim

 

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