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Parlamento: Governo acusa PAICV de “irresponsabilidade” por afirmar que OE 2022 “é para satisfazer as despesas do executivo”

Cidade da Praia, 25 Nov (Inforpress) – O Governo acusou hoje o maior partido da oposição (PAICV) de “irresponsabilidade”, por esta força política ter dito no parlamento que o OE 2022 é “para satisfazer as despesas do Estado” e de um executivo “gordo”.

Esta acusação foi feita pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante a sua intervenção na discussão na generalidade da proposta de lei que aprova o Orçamento do Estado para o ano económico 2022, tendo defendido que este tipo de discurso “não contribui em nada para o momento difícil” que o País atravessa.

“Este discurso descredibiliza a classe política e não traz nenhuma mais-valia, nem para famílias pobres, médias e nem ricas e é um discurso extremamente gravoso”, mencionou, sugerindo que este tipo de discurso deve ser mudado.

Quanto às deslocações e estadias, o chefe de executivo especificou que o Orçamento do estado prevê para a Assembleia Nacional um total 140.197 contos, gabinetes do Governo 85. 625 contos, o que correspondem a 13% do total dos 630 mil contos destinados a deslocações e estadias.

Do bolo, Ulisses Correia e Silva disse que à Presidência da República é destinada uma fatia 15.644 contos, justiça 25. 914 contos, segurança, defesa e Polícia Nacional 24.448 contos, mais 15 mil, Saúde 75.814 contos, Educação 58. 949 contos, de entre outros.

“Só a Assembleia Nacional tem quase o dobro do montante dos gastos dos gabinetes dos membros do Governo”, indicou, salientando que a pretensão da oposição “é fazer populismo e demagogia” com os números e chamou atenção à “responsabilidade quanto ao funcionamento do Estado”.

“Não estou a dizer que 140 mil contos de gastos de despesas e deslocação no parlamento não é necessário, os deputados têm que exercer as suas funções, tem que ter visitas ao círculo, não estou a dizer que os gastos com as despesas da Presidência da República, que representa o Estado no país e no estrangeiro, são excessivos, até porque é extremamente limitado para um Presidente da República (…)”, esclareceu.

Esse tipo de abordagem, acrescentou Ulisses Correia e Silva, é “extremamente nociva” para a classe política, afiançado que o momento é de fazer uma reapreciação destes tipos de discurso que o mesmo classificou como “tiro no pé para a classe política e que mancha a imagem dos políticos”.

TC/JMV
Inforpress/Fim

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