Parlamentares do MpD crentes no novo modelo da taxa única de cobrança para desalfandegagem

Cidade da Praia, 05 Mai. (Inforpress) – O grupo parlamentar do MpD e os deputados eleitos pela diáspora manifestaram-se hoje esperançados de que o novo modelo que o Governo pretende implementar para a cobrança única na desalfandegagem das pequenas encomendas corrija os constrangimentos e reclamações.

É que o novo modelo, que se pretende implementar, está a ser projectado para facilitar a desalfandegagem, já que irá permitir uma taxa única para serviços prestados aos utentes junto dos transitários, transportadores, agentes, Enapor e Alfândega, evitando o desconforto que actualmente se verifica junto das pessoas.

Esta posição foi revelada à imprensa pelo líder do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), na sequência da visita à Alfândega da Praia e à Enapor, onde saíram convictos de que as melhorias para a alfandegagem das pequenas encomendas tenham sido fundamentais para os familiares da comunidade diaspórica e da população que beneficia com a remessa.

À saída do encontro, João Gomes referiu que este novo modelo de gestão que se quer executar é “fundamental” para os utentes, explicando que a taxa única será paga numa única entidade que, por sua vez, encarregar-se-á de desdobrar para os demais intervenientes, asseverando que “esta é uma meta a atingir, o quanto antes”.

Esta visita às instituições e serviços que estão directamente relacionados com os emigrantes cabo-verdianos, de acordo com João Gomes, enquadra-se nos trabalhos de preparação  para o debate com o ministro das comunidades desta quarta-feira, afirmando, contudo, que  “hoje as reclamações são muito menores do que eram anteriormente“.

João Gomes referiu que tanto nos serviços da Alfândega como da Enapor, os emigrantes, ao longo dos anos, reclamam do atendimento a que lhes são prestados, pelo que o grupo que lidera decidiu inteirar-se do processo de funcionamento junto dos responsáveis, tendo considerado “inegável a melhoria na prestação de serviços”.

“Hoje há um ganho enorme que é a utilização de scanner. Com a introdução do scanner o serviço ficou mais ágil. Ganhou-se tempo e conforto porque as pessoas já não vêem as suas mercadorias abertas, também é essencial a aplicação deste regime do pagamento dos 4.000 escudos por volume. Isto é muito importante, porque tornou-se mais fácil”, anotou.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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