Paralímpico: Marilson Semedo reclama da falta de condições de treinamento para alta competição

Cidade da Praia, 28 Fev. (Inforpress) – O atleta paralímpico internacional cabo-verdiano Marilson Semedo, número dois do “ranking” africano em lançamento de dardo e disco, detentor de vários títulos africanos, reclama da falta de condições de treino para atletas paralímpicos, sobretudo de alta competição.

Já com participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio’2020, prova na qual terminou, no lançamento de dardo, entre os 10 melhores lançadores, o detentor do título nacional nas disciplinas do arremesso e de levantamento de peso disse que os paralímpicos se sentem “ignorados e discriminados pelas autoridades desportivas nacionais”.

Numa carta enviada à Inforpress, intitulada “Desabafo e Frustração”, Semedo revelou que os paralímpicos estão a preparar-se para alta competição sem condições adequadas para tal.

Referiu que em 2022, participou no “Grand Prix Series da Tunísia”, onde conseguiu melhorar as suas marcas e alcançar, pela segunda vez, a marca dos mínimos qualificativos para os Jogos Paralímpicos Paris’2024, na França, e que essa mesma marca serviu para se qualifica para o Campeonato do Mundo em Julho, também na França, lembrando que em Agosto terá lugar o Campeonato Africano.

“Estamos a cinco meses do Campeonato do Mundo, a seis meses do Campeonato Africano e a um ano e seis meses dos Jogos Paralímpicos de Paris’2024, e até este momento não houve uma posição das autoridades que tutelam o desporto nacional, nomeadamente o Ministério do Desporto e o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), reclamou, na sua missiva endereçada à Inforpress.

“Estamos a treinar em condições precárias, aquém do nível das competições que estamos apurados, falta de competição para ganhar ritmo competitivo, falta de apoios e falta de interesse pelo trabalho que nós atletas paralímpicos temos vindo a fazer em nome de Cabo Verde”, lamentou.

Marilson Semedo disse que os “paralímpicos têm dado ao país tanta alegria e prestígio, mas que de nada serve”, ressalvando que são “ignorados e discriminados por aqueles que deviam estar orgulhosos do nosso trabalho”.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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