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Papa mostra preocupação com manifestações anti-semitas

Cidade do Vaticano, 08 Mar (Inforpress) – O Papa Francisco revelou hoje preocupação com “o bárbaro recrudescimento em diferentes países de ataques anti-semitas”, lembrando que, para um cristão, trata-se de “rejeitar as suas origens” judaicas.

O Papa Francisco recebeu hoje no Vaticano a delegação de uma das maiores organizações judaicas norte-americanas, a Comissão Judaica Americana, e no final transmitiu a preocupação com a “atmosfera de malícia e raiva” que detecta, “enraizada num excesso de ódio perverso”.

“Estou a pensar, particularmente, no recrudescimento bárbaro em vários países de ataques anti-semitas”, acrescentou o Papa, pedindo mais “vigilância” perante este fenómeno.

“Para um cristão, qualquer forma de anti-semitismo é uma rejeição das suas próprias origens, uma contradição total”, recordou Francisco, referindo-se às origens judaicas da figura de Jesus, durante muito tempo escondidas nos ensinamentos da Igreja Católica.

Sobre esta questão, o Papa prestou homenagem a um documento do Concílio Vaticano II, “Nostra Aetate”, que em 1965 tinha defendido o respeito pelas outras religiões, incluindo o judaísmo, rompendo com uma tradição de séculos de catolicismo antijudaico.

“Na luta contra o ódio e contra o anti-semitismo, o diálogo inter-religioso é uma ferramenta importante”, disse o Papa Francisco.

“Além disso, judeus e cristãos compartilham uma rica herança espiritual, o que nos permite fazer muitas coisas boas juntos”, explicou, destacando “a importância de ensinar as gerações futuras”.

A Comissão Judaica Americana saudou a abertura dos arquivos do Papa Pio XII, em 2020, anunciada pelo Papa na passada segunda-feira, dizendo que já a vinha pedindo há 30 anos e considerando que é um gesto “extremamente importante para as relações judaico-católicas”.

Pio XII tem sido frequentemente acusado de não ter denunciado o massacre de judeus na Segunda Guerra Mundial, enquanto outros historiadores afirmam que ele salvou dezenas de milhares de judeus italianos pedindo aos conventos que abrissem as suas portas.

A Câmara de Representantes dos EUA aprovou quinta-feira, por larga maioria, uma resolução condenando o discurso do ódio, após acalorado debate dentro do partido Democrata sobre o problema do anti-semitismo, causado pela apresentação de uma questão, por parte de um representante muçulmano, sobre o apoio dos Estados Unidos a Israel.

Lusa/Fim

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