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Pandemia impõe desafio adicional à prevenção de suicídios, presidente do INSP

Cidade da Praia, 06 Out (Inforpress) – A presidente do INSP enfatizou hoje, na Praia, que a pandemia da covid-19 veio impor um desafio adicional à prevenção de suicídios com o aumento de risco de isolamento e ansiedade, particularmente nas crianças e jovens.

Maria da Luz Lima ressaltou ainda que 90 por cento das situações de concretização do suicídio poderá ser evitado, ao presidir a abertura da acção de formação sobre “Prevenção do Suicídio” para profissionais da saúde e das delegacias de saúde, a nível nacional, a decorrer online durante três dias.

A presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), que considerou “importante” a acção de formação na prevenção do suicídio, avançou que o objectivo desta é reforçar a capacidade técnica dos profissionais da saúde que lidam com os casos de comportamento suicidas para melhor abordagem na prevenção.

“Esta pandemia tem criado algum ‘stress’ no seio das pessoas, pois é um medo desconhecido que faz com que as pessoas reajam com ansiedade”, disse, afirmando que todos têm de aprender a viver e a conviver com a nova realidade, daí maior atenção aos sinais.

Isso porque, sustentou, mesmo em tempos de distanciamento físico, é importante acompanhar as pessoas que podem estar lidando com pensamentos suicidas e perguntar directamente a respeito.

Para a directora nacional da Educação, Eleonora Sousa, a oportunidade de fazer parte desta formação cuja temática é muito cara às suas atribuições, serve para trabalhar a prevenção, algo que o sector da educação pode contribuir.

“Assim, associamos ao Setembro Amarelo porque pensamos que esta iniciativa, para o sector da educação, que trabalha na prevenção, poderá ser uma mais valia”, acrescentou.

Para o presidente da Aponte, José António dos Reis, trata-se de uma formação “importante” já que se enquadra nos contextos que assinalam Setembro Amarelo, que se iniciou a 10 de Setembro e que culmina a 10 de Outubro, com a comemoração do Dia da Saúde Mental.

“Noventa por cento das situações de concretização do suicídio poderá ser evitado. Mas, para isso é preciso que as pessoas disponham de ferramentas que lhes permitam actuar de forma rápida para que possam apoiar as que emitem sinais de alerta relativamente à ideia de cometer suicídio”, realçou.

Conforme José António dos Reis, as pessoas que vão receber essa acção de formação vão ser agentes importantes na promoção de acções de suicídio, contribuindo para que futuramente a incidência de suicídio seja menor no país.

Esta formação enquadra-se no âmbito do Dia da Saúde Mental que o instituo nacional está a promover de Setembro a Outubro, tendo em conta as datas “importantes” nestes meses sobre a saúde mental e o suicídio e no contexto da pandemia e o seu impacto na saúde mental.

A acção de formação sobre a “Prevenção do Suicídio” destinada aos profissionais da saúde é um compromisso no âmbito dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e tem como propósito levar os homens da saúde a saber como lidar com a questão do suicídio.

A formação de três dias é constituída por temas importantes que passam pela contextualização dos conceitos e limites em suicidologia, comportamentos suicidários em Cabo Verde, factores de risco da ideação e do comportamento suicida, avaliação psicológica dos comportamentos suicidários, intervenção psicológica na prevenção ao suicídio, intervenção psicofarmacológica no risco de suicídio e estratégias de prevenção ao suicídio.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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