PALOP: Técnicos capacitados em cronometragem electrónica

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – Técnicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) estão reunidos na Praia numa acção de formação sobre cronometragem electrónica visando capacitar e certificar esses profissionais com competências enquadradas nos padrões internacionais.

Promovido pelo Centro de Desenvolvimento do Atletismo Africano de Dakar (AADC) em parceria com a Federação Cabo-verdiana de Atletismo (FCA), o encontro de dois dias (25 e 26) pretende também estimular e dotar os técnicos com ferramentas tecnológicas modernas de apoio às competições nacionais.

Segundo o secretário-geral da Federação Cabo-verdiana de Atletismo, Alfa Djaló, trata-se de uma formação “muito importante” com vantagens enormes tendo em conta a dimensão que o atletismo tem a nível mundial e a evolução que está a ter nesses países.

“Como se pode constatar, nos campeonatos do mundo, praticamente os resultados saem de forma instantânea e rapidamente”, explicou Alfa Djaló, indicando que a ideia passa também por sensibilizar as federações desses países a utilizarem cada vez mais essa ferramenta que tem maior credibilidade e é utilizada hoje em dia em todos os países do mundo.

Entretanto adiantou que desde 2014 Cabo Verde já dispõe do sistema de cronometragem, mas ainda não tinha profissionais com capacidade técnica para fazer funcionar o sistema.

Por seu turno, o administrador do Instituto do Desporto e da Juventude (ODJ), Graciano Barros, enalteceu a importância da formação uma vez que, segundo ele, vai permitir o uso pleno do Estádio Nacional sendo que tem a vocação para grandes espectáculos desportivos a nível do futebol e de atletismo.

“Vai ser extremamente importante não só para a utilização do Estádio, mas também para elevação do nível dos nossos atletas aqui residentes”, constatou o responsável.

Graciano Barros explicou que a nível de pista de atletismo e de campo de futebol já estão equacionadas faltando apenas a parte de lançamento para que os atletas possam se preparar e estarem mais aptos para as grandes competições.

Questionado sobre a situação do relvado sintético do Estádio Nacional, Graciano de Barros deixou a garantia que o mesmo vai ser substituído e que a selecção voltará a jogar neste estádio em 2023.

“É um processo que vai ter que ser devidamente equacionado porque envolve uma soma considerável em termos financeiros, certo é que vai ser substituído e com relva que satisfaça a nível das organizações que gerem as competições do futebol”, apontou.

O administrador do IDJ não precisou o montante necessário para os trabalhos de manutenção do relvado sintético, mas adiantou que o concurso já foi lançado.

A formação contou com a participação de técnicos de Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe e mais cinco trabalhadores do Estádio Nacional.

AV/CP

Inforpress/Fim

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