PALOP: Cabo Verde considerado um exemplo a nível de políticas de inclusão para pessoas com deficiência visual

 

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – Cabo Verde e Moçambique são os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) com “melhores exemplos” a nível de políticas de inclusão voltadas para as pessoas com deficiência visual, segundo o representante da União Africana dos Cegos.

O representante da União Africana dos Cegos (AFUB), Lucas Manuel Amoda, falava em declaração à Inforpress sobre a situação das associações dos cegos dos PALOP no âmbito do projecto de capacitação de mulheres e jovens com deficiência visual, a decorrer na Cidade da Praia até quarta-feira.

“Em Cabo Verde temos um Comité de Mulheres muito forte, que luta pelos direitos dos seus associados, promovendo educação e capacitação, assim como integração no mercado de trabalho”, disse.

Neste país, sublinha, o Comité das Mulheres assim como a Associação de Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC), tem lutado para que se cumpra com os direitos das pessoas portadoras de deficiência visual.

Já em São Tomé e Príncipe, afirma o representante da AFUB, a “preocupação é maior”, pois, neste país os cegos, em pleno 2017, não frequentam a escola.

“Para nós isso é muito preocupante, visto que não conseguirão ser inseridos na sociedade e nem no mercado de trabalho. É preciso trabalhar para que possam conseguir avançar a nível da escolaridade e da formação académia”, enfatizou.

Este é um dos motivos, frisa, por que a União Africana dos Cegos está a ajudar as organizações dos cegos dos PALOP a descobrir as suas “fraquezas” para que possam melhorar a integração das mulheres e jovens nas decisões das associações.

“O projecto é essencialmente voltado para as mulheres e jovens, pois, na nossa avaliação chegamos à conclusão que estas duas camadas não tinham espaço suficiente nas associações para fazer ouvir as suas vozes a nível da comunidade e do país”, explicou.

Além da apresentação de avaliações de capacidades feitas pela AFUB às associações beneficiárias do projecto, no concernente à participação de mulheres e jovens, Lucas Amoda colocou, ainda, em debate a inclusão deste grupo dentro das organizações.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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