Palestras de sensibilização marcam Dia Mundial de Luta contra Lepra em Cabo Verde

Cidade da Praia, 26 Jan (Inforpress) – O Programa de Luta contra a Lepra, em coordenação com os centros de saúde, assinala hoje, o Dia Mundial de Luta contra Lepra com palestras de sensibilização visando com isso chamar a atenção das pessoas sobre a doença.

Em declarações à Inforpress, a propósito desta efeméride, o coordenador nacional do Programa de Luta contra as Doenças de Transmissão Sexual, Tuberculose e Lepra, Jorge Barreto, avançou que em 2019 Cabo Verde contabilizou 12 casos, um aumento de um caso em relação ao ano anterior.

Jorge Barreto, que aproveitou a data para alertar a população e aos profissionais de saúde para os sinais e sintomas da doença, e para a importância do diagnóstico precoce, tratamento oportuno e acções de controle da doença.

Informou ainda que a maior parte dos casos de Lepra localiza-se na ilha de Santiago, sendo Praia e Ribeira Grande de Santiago os concelhos com maior número de ocorrências.

“Face a estes casos ainda continuamos com a situação de lepra eliminado como um problema de saúde pública”, disse.

Apesar disso, realçou que no país os doentes são tratados, os medicamentos são gratuitos e que existe um seguimento dos afectados e familiares no sentido e se tomarem medidas preventivas.

E como o combate ao estigma e à discriminação também faz parte das acções do Dia Mundial de Luta contra Lepra, a celebração, segundo o especialista Jorge Barreto, “é importante” para se poder lembrar que a enfermidade, marcada por um passado “triste de discriminação e isolamento de pacientes”, possui “tratamento eficaz e pode ser curada”.

“É essencial a conscientização da população sobre a doença, pois, muitos mitos e preconceitos sobre a enfermidade conhecida por hanseníase ainda confundem as pessoas e prejudica tanto a prevenção quanto o tratamento”, acrescentou, sustentando por outro lado, que conhecer a doença é fundamental para que o tratamento seja realizado da forma adequada.

Conforme o especialista, quanto mais cedo o doente leproso iniciar o tratamento, menores são as chances de surgirem incapacidades físicas, para além de favorecer a interrupção da cadeia de transmissão.

O Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocupa o segundo lugar mundial em número de casos de hanseníase, perdendo apenas para a Índia.

A doença conhecida por hanseníase pois foi um médico holandês chamado Gerhard Hansen que descobriu o bacilo responsável pelo surgimento da doença em 1873.

Tem como sintomas manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), táctil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

São ainda sintoma de lepra, dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés, diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos, úlceras de pernas e pés, febre, edemas e dor nas juntas.

A hanseníase (lepra) é uma das doenças mais antigas do mundo e os primeiros registros históricos remontam ao século 6 a.C., sendo que no passado foi associada ao pecado, à impureza e à desonra o que levava a que os portadores da doença fossem discriminados e excluídos da sociedade.

O Dia Mundial dos Leprosos celebra-se no último domingo de Janeiro e foi instituído em 1954 pela ONU, a pedido de Raoul Follereau, o apóstolo dos leprosos do século XX, que dedicou 50 anos da sua vida à causa dos leprosos.

PC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Generic filters
Filter by Categories
Ambiente
Cooperação
Cultura
Sociedade
Desporto
Politica
Economia
Internacional
  • Galeria de Fotos