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PAICV quer que o Estado se posicione de forma “oficial e formal” sobre as atrocidades contra o ser humano na Líbia

 

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – A presidente do PAICV disse hoje, na Cidade da Praia, que Cabo Verde enquanto Estado não pode “silenciar” e nem ficar sem se posicionar de forma oficial e formal sobre as atrocidades contra o ser humano que vêm acontecendo na Líbia.

Janira Hopffer Almada fez essas observações em declarações à imprensa, à margem do encontro que manteve esta tarde, com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, na qualidade de Presidente da República Interino.

“A nossa perspectiva não é criticar, mas sim demostrar o nosso repúdio perante as atrocidades que vêm sendo cometidas, pois, é com profunda tristeza que tenho tomado conhecimento do que vem acontecendo na Líbia”, explicou.

Conforme Janira Hopffer Almada, que é também líder parlamentar do PAICV, os relatos das atrocidades de violência cometidas contra seres humanos, chegando ao ponto de se falar em escravatura com episódios de leiloamento de seres humanos, é muito “preocupante” em pleno seculo XXI.

E porque Cabo Verde, segundo Janira Hopffer Almada, é um país que propugna a defesa dos direitos do homem, ratificou a declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU, a Carta Africana dos Direitos do Homem e é membro da União Africana, o PAICV enquanto partido e grupo parlamentar não podia deixar de manifestar o seu “profundo repúdio” por o que está a acontecer.

“Cabo Verde deve ter consciência dos danos que a escravatura causou à humanidade, pois, também aqui no nosso país custou a vitória contra a escravatura. A nossa Constituição da República é clara na defesa dos direitos e na dignidade da pessoa humana, pelo que devemos ser contra qualquer acto que põe em causa os direitos fundamentais do ser humano”, afirmou.

Segundo a presidente do PAICV, durante a conversa que manteve com o Presidente da República Interino, manifestou-lhe a sua preocupação perante algumas situações “estranhas e anómalas” que vêm acontecendo no país e que apontam para uma complexificação da criminalidade no país e que tem a ver com “episódios” de desaparecimento de pessoas.

“Entendemos que em nenhuma circunstância podemos naturalizar este fenómeno. Não é normal e aqui aproveito para endereçar uma mensagem de solidariedade para com as famílias vítimas de desaparecimentos”, sublinhou.

Adiantou, por outro lado, que a intenção do PAICV é manifestar disponibilidade para “juntos” governo, partidos políticos e sociedade civil, possam analisar o fenómeno e encontrar soluções para que “Cabo Verde continue a ser um país de paz e onde todos devem sentir-se seguros”.

No entanto, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, no regresso do Brasil para visita de Estado a Portugal, escreveu na sua pagina social sobre os relatos das atrocidades de violência cometida contra seres humanos na Líbia, manifestando sua “profunda rejeição e clara condenação do que acontece na Líbia relativamente a imigrantes africanos”.

“Inaceitável, sórdido, o que sucede, a merecer a condenação firme e a tomada de medidas urgentes, prontas e duras pelas instâncias internacionais competentes”, escreveu.

PC/FP

Inforpress/fim

 

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