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PAICV pede intervenção do Governo para impedir o aumento no preço de electricidade (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Set (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) pediu hoje a intervenção do Governo para impedir o aumento da electricidade no País, considerando que a medida terá efeitos nefastos para as famílias e para as empresas. 

A posição do PAICV foi manifestada em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, pelo membro da Comissão Política Nacional Carlos Tavares, explicando que “os cabo-verdianos estão incrédulos” com o drástico aumento do preço da electricidade anunciado para vigorar a partir de Outubro, em até 37 por cento (%).

Segundo disse, depois de o Movimento Para a Democracia (MpD) ter considerado, nas campanhas eleitorais, que Cabo Verde era o País com preço de electricidade muito elevado, eis que “brinda com o mais expressivo” aumento do preço de energia de todos os tempos.

Atestou que a situação de “subidas galopantes” do preço de energia só se explica com o “total falhanço da política energética” por parte do Executivo e um completo esquecimento dos compromissos eleitorais, entre os quais, a redução da factura energética na ordem dos 25% ao longo da legislatura e transformação dos serviços ligados às energias renováveis num sector gerador de empregos e exportador.

“Em vez da redução há um aumento do preço que vai ter forte impacto nas famílias e em vários sectores de actividade económica e arrastará consigo o aumento do preço de todos os outros bens essenciais”, afirmou, indicando reflexos no aumento dos custos de produção e fornecimento de serviços que serão todos repassados aos consumidores.

Por outro lado, afiançou, este aumento do preço da electricidade traz outros aumentos, nomeadamente referentes a taxas e impostos associados, que por sua vez, “aumentarão também na mesma proporção”, tornando a factura muito mais cara para os consumidores.

Na sua leitura, o Governo do MPD, para ganhar as últimas eleições, impôs à Electra elevados custos com o perdão das dívidas, assinalando que esses encargos que deveriam ser assumidos, estão a ser repassados aos consumidores, famílias e empresas.

“Após as eleições legislativas, eis que a verdadeira realidade aparece e a identidade governativa do MPD é colocada à mostra”, apontou.

Para o PAICV, perante o anúncio e aumento do preço, o Governo mantém-se de forma “insensível em silêncio” e parece não estar disposto a agir para acautelar os preços e proteger as famílias.

“Onde fica a responsabilidade e solidariedade do Estado para com os consumidores? Vai o Governo, proceder ao aumento do salário dos funcionários e empregados, para repor, ainda que parcialmente, o poder de compra que os mesmos irão perder?”, questionou.

Por fim, asseverou que o Governo parece estar a testar a capacidade de indignação e revolta do povo, que tem aceitado de forma serena e tranquila os desatinos do poder Executivo.

HR/DR

Inforpress/Fim

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