PAICV pede ao edil da Praia que deixe de “propaganda e folclore” e resolva os problemas dos munícipes

Cidade da Praia, 27 Fev (Inforpress) – O líder do PAICV em Santiago Sul, Carlos Tavares pediu hoje ao edil praiense, Óscar Santos, que deixe de “propaganda e folclore” e resolva os problemas candentes do município de modo a promover o desenvolvimento sustentável e o crescimento inclusivo.

Carlos Tavares que falava em conferência de imprensa para reagir às declarações proferidas pelo presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP), no tocante ao trabalho da oposição (PAICV), disse que o autarca praiense não pode dizer que está a trabalhar bem.

“Precisa de deixar de propaganda e folclore e com os avultados recursos que a CMP tem, resolver os problemas candentes que a população clama e que a Praia verdadeiramente precisa”, disse o presidente da Comissão Política Regional do PAICV.

Conforme indicou em vez de apresentar respostas concretas, o edil praiense foge à responsabilidade e brinda os praienses com “manobra de distração” para esconder a “falta de soluções e práticas lesivas aos interesses dos munícipes”.

“Sobre o mercado do coco nada disse e a vergonha e desgraça continua aí em esqueleto para todos verem e pagarem”, disse Carlos Tavares indicando que ao contrário daquilo que Óscar Santos disse, a insatisfação é grande, sobretudo nos vários bairros da cidade que não são publicitados nos cartões de visita e onde há muitas histórias de “vida sofrível”.

O responsável do PAICV fez alusão às zonas do Brasil, Castelão, Coqueiro, Kelém, Meio de Achada, Safende, Tira Chapéu, Ponta d’Água, Achada Grande Frende, Achada Mato, Palmarejo Grande e São Filipe como sendo bairros que foram esquecidos pela equipa camarária e onde há uma “situação de extrema vulnerabilidade”.

“Ao fim de 11 anos temos uma gestão marcada por uma estratégia de propaganda que esconde a falta de resposta para a maioria dos bairros que estão abandonados e por falta de transparência, maus vícios e recursos delapidados”, sustentou adiantando que em 11 anos de gestão a actual equipa camarária não conseguiu erguer um parque urbano estruturante.

Por outro lado, sublinhou que essa mesma equipa tem sido diligente em destruir o bem valioso de todos que são os terrenos da Praia.

“Temos uma câmara que protege os interesses de certos promotores e imobiliárias e prejudica seriamente os interesses da cidade”, disse fazendo alusão à venda de concessão e terrenos, que conforme acusou são feitos em negócios intransparentes.

Ademais, acrescentou que autarquia não apresenta soluções para os trabalhadores na própria instituição, onde segundo adiantou “há situações de grande precaridade laboral”, caso dos bombeiros ou jovens colocados em programas ocupacionais, explorados sem salário digno e sem dignidade laboral.

MJB/FP

Inforpress/fim

 

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