PAICV não vai viabilizar a lei das incompatibilidades – Nuias Silva, vice-presidente do partido

 

Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress) – O vice-presidente do PAICV, Nuias Silva deixou hoje transparecer que o seu partido não vai viabilizar a lei das incompatibilidades que o Governo pretende aprovar no Parlamento, na sessão plenária de Abril que se inicia na próxima segunda-feira, 24.

A lei das incompatibilidades, para a sua aprovação, requer a maioria de dois terços, o que o MpD não dispõe no Parlamento.

“É o próprio vice-presidente da bancada parlamentar do MpD (Movimento para a Democracia-poder), Emanuel Barbosa, o principal rosto a opor-se a esta medida”, afirmou Nuias Silva em conferência de imprensa, a propósito da lei das incompatibilidades.

Nuias Silva que falava aos jornalistas a propósito do balanço das jornadas parlamentares do seu partido, disse que a primeira coisa que o MpD devia garantir são os votos da sua bancada e, depois, “tentar falar com a UCID (União Cabo-verdiana Independente e Democrática) e com o PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde)”.

“O PAICV, desde início, tem dito que a única forma de se garantir transparência no acesso a cargos superiores de administração pública e uma verdadeira despartidarização, é colocar estes cargos a concursos públicos”, precisou este dirigente, acrescentando que a forma como o MpD leva a lei das incompatibilidades ao Parlamento “não é viável porque não é uma matéria que versa sobre as incompatibilidades gerais”, frisou.

Para o vice-presidente do PAICV, o MpD está a tentar, “por outras vias, impor aquilo que não conseguiu no seu partido”.

No encontro com a imprensa, Nuias Silva garantiu que as jornadas parlamentares do seu partido tiveram “especial enfoque” na preparação do debate parlamentar sobre o emprego, interpelação sobre a transparência e democracia, interpelação sobre a resolução da questão do Novo Banco, bem como a análise e preparação das iniciativas legislativas.

Na sua opinião, os dados sobre o desempego são “preocupantes” e confirmam a “clara degradação” dos indicadores relacionados com o mercado do emprego no país.

Contrariamente ao discurso do Governo, afirma Silva, o PAICV “entende que o desemprego não existe no abstrato”, mas sim, “atinge directamente milhares de cabo-verdianos espalhados pelas ilhas, com especial incidência nos centros urbanos do país”.

No tocante à Interpelação sobre a Transparência e Democracia, o deputado avança que este é um item que promete trazer muitas questões para discussão no Parlamento tendo em conta “a partidarização” que se tem assistido na administração pública e os “retrocessos” de algumas políticas anteriormente estipuladas.

BS/LC/FP

Inforpress/ Fim

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