Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

PAICV impedirá que “empresas estratégicas” para o País sejam colocadas “ao desbarato” no mercado – deputado

 

Cidade da Praia, 17 Ago (Inforpress)  –  O Grupo Parlamentar do PAICV voltou hoje a manifestar a sua preocupação face à política de privatização anunciada pelo Governo e avisa que “não permitirá que empresas estratégicas” para o País sejam colocadas “ao desbarato” no mercado.

Esta posição foi avançada à Inforpress e à RCV pelo vice-presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Nuías Silva, no final do encontro que manteve com o conselho de administração da Electra, tendo afirmado que o maior partido da oposição “não pactua” com a privatização das empresas “apenas para satisfazer os interesses de tesouraria” de um Governo “sem solução”.

“Preocupa-nos a colocação da Electra no rol das empresas que irão ser privatizadas e aconselhamos ao Governo a tomar as devidas cautelas que forem necessárias. Ainda é fresca a memória dos cabo-verdianos em relação à desastrosa privatização que levaram a cabo”, disse Nuías Silva, para ressalvar que a Electra tem sido uma empresa “sustentável e em recuperação”.

Nesta linha, disse não entender as razões por que a Electra esteja a ser colocada no rol das empresas a serem privatizadas, sem que haja uma clarificação do que o Governo realmente pretende fazer para alavancar e melhorar a sustentabilidade das empresas cabo-verdianas, tanto em termos da sustentabilidade financeira, como em termos da qualidade de serviços para os clientes, sem colocar em causa o futuro do País e a geração vindoura.

“O PAICV não é contra as privatizações. O PAICV é a favor de tudo aquilo que é bom para o desenvolvimento de Cabo Verde que traz mais emprego, melhores oportunidades para a nossa juventude formada”, afiançou Nuías Silva, para quem o partido que representa está comprometido com o País e com os cabo-verdianos e com o desenvolvimento.

Explicou que a Electra se afigura como “uma empresa estratégica” de um sector “extremamente fundamental” para o desenvolvimento de Cabo Verde e que, a seu ver, já passou por “uma privatização menos feliz no final da década de 90 e que levou que o Governo do PAICV tivesse de implementar uma forte componente diplomática para a sua nacionalização e recuperação”.

Nuías Silva assegurou que os resultados da Electra até 2015 mostram uma evolução ascendente em termos de recuperação e consolidação da eficiência, quer em termos da redução das perdas, mas também em termos da sua sustentabilidade económica e que a Electra SARL teve um resultado positivo de 818 mil contos.

Silva afirmou que esta visita à Electra enquadra-se no âmbito da competência de fiscalização do PAICV às empresas públicas ou participadas pelo Estado, no sentido de inteirar da situação económica e financeira dos projectos do desenvolvimento do futuro.

Ressalvou que o PAICV “está atento e disponível” a dialogar e dar o seu contributo no “gizar das melhores soluções”, por Cabo Verde e que estará “activo, denunciante e com alternativas” numa perspectiva de informar e formar a opinião pública para uma “boa solução” para Cabo Verde na perspectiva futura do desenvolvimento do País.

SR/AA

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos