PAICV:  Grupo demissionário da CPRSS defende que a decisão da demissão foi para fortalecer o partido

 

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) – O porta-voz do grupo demissionário da Comissão Política Regional de Santiago Sul (CPRSS) do PAICV, Manuel Brito disse hoje que a decisão da demissão de seis membros do grupo, “foi para fortalecer o partido e que não teve nada a ver com a presidente”.

Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, para explicar essa demissão, Manuel Brito indicou que a demissão tem a ver com o facto de os secretários nunca terem sido convocados para as reuniões dessa Comissão Política.

“Não houve interferência da Comissão Nacional e nem da presidente do partido, Janira Hopffer Almada nesta tomada de decisão “, esclareceu Manuel Brito, reforçando que esta posição foi assumida no sentido de fortalecer o partido.

O porta-voz do grupo dos demissionários frisou que a postura foi para o bem do PAICV, indicando que, o que está em causa não é a “relação de amizade “, uma vez que foi feita de acordo com os estatutos do partido.

Segundo disse, doravante a Comissão Política Regional de Santiago Sul (CPRSS) do PAICV vai esperar pela deliberação do Conselho Jurisdicional para decidir quem vai tomar as “rédeas” do partido nos próximos tempos.

Hoje em conferência de imprensa, Nelson Centeio justificou que dos 31 membros efetivos da CPRSS apenas seis pediram demissão, o que significa que o órgão ainda “tem legitimidade para funcionar”, lembrando que a sua lista foi eleita democraticamente pelos militantes de base do partido com quase 65% dos votos.

“A minha vitória foi sempre mal digerida por alguns integrantes da actual Direcção Nacional e pela própria presidente do partido”, precisou Nelson Centeio, acrescentando que, ainda na fase da sondagem prévia, que dava vitória a candidatura dele, a presidente do PAICV o chamou ao seu gabinete para lhe pedir no sentido de não se candidatar.

Segundo Centeio, em nome da preservação da imagem do partido, ele e os seus pares optaram pelo “silêncio”, mas que, diante do “comunicado” da Direcção do PAICV de que a CPRSS tinha caído, já não poderiam continuar calados.

Na sua perspectiva, a forma como a presidente do PAICV faz política está a conduzir o partido a uma “divisão interna de graves consequências e um distanciamento cada vez maior da sociedade”.

OM/LC/FP

Inforpress/Fim

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