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PAICV exorta Governo a disponibilizar mais recursos para a IGAE

Cidade da Praia, 11 Fev (Inforpress) – Os deputados nacionais do PAICV eleitos por Santiago Norte exortaram hoje o Governo a disponibilizar mais recursos para a IGAE, para que a entidade possa dar cobertura de fiscalização necessária, tendo em conta as exigências do país.

Essas considerações foram manifestadas à imprensa pelo porta-voz do grupo de deputados do PAICV (oposição), José Sanches, após uma visita à Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), que aconteceu na Cidade da Praia.

José Sanches disse que para a qualidade dos produtos no mercado possa estar em consonância com as exigências, é necessária que o poder público faça a sua parte, proporcionando à IGAE meios para contratação de inspectores, que neste momento são insuficientes na cobertura nacional.

“O que nos foi dito aqui, é que eles têm poucos recursos humanos para dar a cobertura necessária a nível nacional, precisado, no mínimo, de 35 a 40 inspectores”, explicou, defendendo que assim a instituição poderá fazer uma fiscalização que possa estar de encontro com as necessidades.

A preocupação dos deputados está ligada também à apreensão e destruição de aguardente de cana-de-açúcar de vários produtores em Santiago Norte, feita pela IGAE na última semana, em Santiago Norte, que, segundo esta entidade fiscalizadora, não estavam a respeitar as exigências de produção.

De acordo com a mesma fonte, durante as suas visitas depararam com um conjunto de constrangimentos e questionamentos que se colocam à questão da apreensão da aguardente depois de ser produzida.

Conforme referiu, a fiscalização acontece no sentido de verificar a qualidade do produto que é produzido, salvaguardando a saúde pública, por isso, apontou que os produtores terão de respeitar as novas regras.

“Aquilo que vamos transmitir ao produtores de aguardente é que devem obedecer aos parâmetros da IGAE, porque são os parâmetros que a população precisa para salvaguardar o bem maior que é a saúde pública”.

Entretanto, atestou que na região norte de Santiago muitos produtores não têm recursos suficientes para introduzir as novas recomendações, principalmente com o mau ano agrícola que o país registou.

A IGAE na última semana, das intervenções realizadas nos concelhos de Santa Catarina e de Santa Cruz, apreendeu e destruiu 16 000 litros de calda de açúcar, 1800 litros de “recalda” e 250 litros de água-pé, também é conhecido por “cauda”.

HR/JMV

Inforpress/Fim

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